NY fecha em queda com conflito no Irã em dia de aversão ao risco global

Por Da Redação 4 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
NY fecha em queda com conflito no Irã em dia de aversão ao risco global

As principais bolsas de Nova York encerraram a terça-feira, 3, em queda, mas longe das mínimas do dia, após uma sessão marcada por forte volatilidade e incertezas em torno dos impactos inflacionários de uma guerra mais prolongada contra o Irã.

O índice Dow Jones recuou 0,83%, aos 48.501,27 pontos; o S&P 500 caiu 0,94%, a 6.816,63 pontos; e o Nasdaq perdeu 1,02%, aos 22.516,69 pontos.

Os principais índices chegaram a recuar quase 3% no pior momento do pregão, refletindo a preocupação dos investidores com a escalada das tensões no Oriente Médio e seus possíveis desdobramentos sobre os preços de energia.

O mercado seguiu monitorando, em especial, as notícias envolvendo o fechamento do Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.

Na véspera, Teerã anunciou o bloqueio da região e ameaçou qualquer embarcação que violar a determinação, elevando os temores de interrupções na oferta de petróleo e de uma nova rodada de pressão inflacionária global.

À tarde, no entanto, os índices reduziram as perdas após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a Marinha americana oferecerá escolta aos navios que atravessarem o Estreito de Hormuz.

"Isso estará disponível para todas as companhias de navegação", escreveu Trump em uma publicação na rede social Truth Social. “Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível”, acrescentou.

Com isso, os mercados diminuíram o ritmo de queda, embora tenham encerrado o dia no vermelho.

Queda global das bolsas

As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa nesta terça à medida que a guerra no Oriente Médio, que hoje entrou em seu quarto dia, continua pesando no sentimento dos investidores. Liderando as perdas na Ásia, o índice sul-coreano Kospi sofreu um tombo de 7,24% em Seul, a 5.791.91 pontos, na volta de um feriado; esse é foi o pior pregão da bolsa em 11 meses.

A principal referência do Japão, o Nikkei, caiu 3,06% em Tóquio, a 56.279,05 pontos, o Hang Seng recuou 1,12% em Hong Kong, a 25.768,08 pontos, e o Taiex cedeu 2,20% em Taiwan, a 34.323,65 pontos. Até recentemente, o Kospi e o Nikkei vinham atingindo sucessivas máximas históricas.

O mau humor também tomou conta dos mercados europeus nesta terça-feira, 3, com as principais bolsas do continente encerrando o dia em forte queda diante da escalada das tensões no Oriente Médio.

A ausência de sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã ampliou a aversão ao risco e reforçou temores de um conflito prolongado, com potenciais impactos sobre os preços de energia e a economia global.

No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx Europe 600 caiu 3,18%, aos 603,80 pontos, estendendo as perdas da véspera. Em Frankfurt, o DAX recuou 3,44%, aos 23.790,65 pontos. Em Londres, o FTSE 100 perdeu 2,75%, aos 10.484,13 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, cedeu 3,46%, aos 8.103,84 pontos.

A queda foi disseminada entre os setores, com destaque negativo para o segmento financeiro. Dentro do Stoxx 600, o setor bancário fechou em baixa de 4,27%, entre as maiores perdas do dia, enquanto as seguradoras recuaram 4,18%. No Brasil, o Ibovespa recuou 3,28%, aos 183.104 pontos.

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