'O Cavaleiro dos Sete Reinos': o que muda do livro para a série da HBO?

Por Vanessa Loiola 24 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
'O Cavaleiro dos Sete Reinos': o que muda do livro para a série da HBO?

A série "O Cavaleiro dos Sete Reinos", nova produção da HBO ambientada no universo criado por George R. R. Martin, vem sendo apontada como uma das adaptações mais fiéis da franquia "Game of Thrones". Ainda assim, a versão televisiva promove mudanças importantes em relação ao livro O Cavaleiro Andante, primeira novela das Crônicas de Dunk e Egg.

Criada como um ponto de entrada acessível ao mundo de Westeros, a série aposta em uma narrativa mais direta e centrada em personagens, ao contrário das estruturas múltiplas e políticas de "Game of Thrones" e "A Casa do Dragão". Mas o que realmente muda da obra original para a adaptação?

Diferenças entre o livro e a série

A principal diferença está na expansão de personagens secundários. Enquanto o livro mantém foco quase exclusivo na perspectiva de Sor Duncan, o Alto — conhecido como Dunk —, a série amplia o tempo de tela de figuras que, na obra literária, aparecem brevemente.

Um dos exemplos mais comentados é Lyonel Baratheon, interpretado por Daniel Ings. No livro, o personagem surge de forma pontual durante o torneio de Ashford Meadow. Já na série, ele ganha uma cena inédita dentro de sua tenda ao lado de Dunk — sequência que mistura humor, tensão e carisma, e se tornou um dos momentos mais comentados da estreia.

Essa escolha criativa não altera o núcleo da trama, mas reforça o tom "mais humano" e sensorial que o showrunner Ira Parker prometeu em coletiva. A adaptação preserva diálogos importantes da obra de George R. R. Martin, mas cria novas interações para aprofundar relações e fortalecer o ritmo dramático.

Tom mais leve e escala reduzida

Outra diferença relevante está na escala narrativa. Diferentemente de "Game of Thrones", que acompanhava múltiplos reinos e disputas simultâneas, "O Cavaleiro dos Sete Reinos" adota uma estrutura intimista.

A jornada de Dunk e seu escudeiro Egg é o eixo central. A relação entre os dois explora um período anterior às grandes guerras que marcariam Westeros.

Visualmente, a série também opta por uma estética “pé no chão”, com menos planos grandiosos e mais proximidade física com os personagens. A intenção é destacar o cotidiano, a dureza das batalhas e as pequenas decisões morais que moldam os protagonistas.

É preciso assistir 'Game of Thrones' para entender a série?

Segundo o showrunner Ira Parker, não. A história se passa décadas antes dos eventos de "Game of Thrones" e funciona como narrativa independente.

Embora os Targaryen ainda ocupem o Trono de Ferro no período retratado, a trama antecede conflitos conhecidos das séries anteriores. Isso permite que novos espectadores acompanhem a história sem necessidade de conhecimento prévio sobre a cronologia de Westeros.

Fidelidade ao livro, mas com acréscimos estratégicos

A estratégia da HBO parece clara: manter o espírito da obra original enquanto adapta a narrativa ao formato televisivo.

A essência de Dunk, um cavaleiro idealista, inexperiente e limitado socialmente, permanece intacta. O mesmo ocorre com Egg, cujo papel como escudeiro e observador do mundo nobre preserva o olhar curioso presente no texto de Martin.

As mudanças, até agora, funcionam mais como expansões dramáticas do que como alterações estruturais. A primeira temporada conta com seis episódios e tem lançamento semanal na HBO Max.

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