O conselho de Jensen Huang sobre resiliência pode estar errado e especialistas explicam por quê
A ideia de que grandes carreiras são construídas a partir de sofrimento prolongado continua presente no discurso empresarial. Em conversa recente com estudantes da Universidade Stanford, Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou que a resiliência é essencial para o sucesso e que espera que os jovens enfrentem sofrimento para desenvolvê-la.
A fala ecoa uma visão comum no mundo corporativo, em que perseverar diante de dificuldades costuma ser tratado como sinal de força profissional. Uma análise crescente entre pesquisadores de gestão, porém, indica que esse raciocínio pode estar equivocado.
O debate ganha relevância em um momento em que empresas discutem produtividade, pressão por resultados e saúde mental no trabalho. Para especialistas, o problema não está na resiliência em si, mas na forma como ela se tornou um ideal absoluto dentro das organizações. As informações foram retiradas de Inc.
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O limite da cultura de suportar pressão
Artigos recentes de professores de escolas de negócios britânicas publicados na MIT Sloan Management Review apontam que a resiliência se tornou uma das palavras mais usadas no vocabulário da gestão. Em muitas empresas, líderes elogiam equipes por “seguir em frente” ou “se recuperar rapidamente” diante de dificuldades.
Esse tipo de reconhecimento, segundo os pesquisadores, parte de um entendimento incompleto sobre o que significa construir organizações resilientes. A capacidade de suportar pressão constante passou a ser interpretada como prova de força coletiva.
Quando resultados dependem repetidamente de esforço extraordinário, a estrutura da equipe se torna mais frágil. O foco deixa de estar na forma como o trabalho é organizado e passa a valorizar a disposição individual de enfrentar sobrecarga.
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Quando desempenho elevado vira sobrecarga
A valorização excessiva da resiliência também influencia a forma como o trabalho é distribuído dentro das equipes. A professora Christy Zhou Koval, que estuda autocontrole e disciplina, analisou como profissionais altamente disciplinados são percebidos por colegas e gestores.
Pessoas vistas como capazes de lidar bem com pressão acabam recebendo mais tarefas. Observadores tendem a acreditar que o esforço exigido dessas pessoas é menor do que realmente é.
O resultado é um ciclo de sobrecarga. Quanto mais competente um profissional parece diante de desafios, maior a probabilidade de que novas responsabilidades sejam atribuídas a ele.
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