O dia em que Maradona decidiu Argentina x Inglaterra com o 'Gol do Século'

Por Gabriella Brizotti 2 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O dia em que Maradona decidiu Argentina x Inglaterra com o 'Gol do Século'

Poucos gols na história das Copas do Mundo carregam tanto peso quanto o segundo gol de Diego Maradona contra a Inglaterra, em 1986. Marcado nas quartas de final do Mundial do México, o lance ficou eternizado como o “Gol do Século” e ajudou a consolidar o camisa 10 argentino como um dos maiores jogadores de todos os tempos.

O confronto já chegava cercado de tensão. Quatro anos após a Guerra das Malvinas, Argentina e Inglaterra voltavam a se enfrentar em um palco global, transformando a partida em um duelo que ultrapassava o futebol.

De “La Mano de Dios” ao lance que entrou para a história

Aos seis minutos do segundo tempo, o argentino abriu o placar com o controverso gol conhecido como “La Mano de Dios”, marcado com a mão e validado pela arbitragem. O episódio já havia colocado o craque no centro das atenções, mas o momento mais marcante ainda estava por vir.

Poucos minutos depois, Maradona recebeu a bola em seu próprio campo e iniciou uma arrancada que se tornaria uma das jogadas mais famosas da história do esporte.

No percurso, deixou para trás Peter Beardsley, Peter Reid, Terry Butcher, Terry Fenwick e, por fim, o goleiro Peter Shilton. Em aproximadamente dez segundos, percorreu dezenas de metros combinando velocidade, equilíbrio, dribles curtos e controle absoluto da bola antes de empurrá-la para o fundo da rede.

O lance foi posteriormente eleito pela Fifa como o “Gol do Século”.

A Copa de Maradona

A vitória por 2 a 1 classificou a Argentina para a semifinal e abriu caminho para a conquista do bicampeonato mundial. Liderada por Maradona, a equipe comandada por Carlos Bilardo derrotou a Alemanha Ocidental na decisão e levantou a taça no Estádio Azteca.

O Mundial de 1986 acabou ficando marcado pela do camisa 10, autor de cinco gols e cinco assistências ao longo da campanha.

Apesar da dimensão histórica do lance, Maradona minimizou o feito em entrevistas posteriores, descrevendo-o apenas como “um belo gol”.

Dentro do elenco argentino, no entanto, a sensação era diferente. Jorge Valdano, companheiro do craque naquela seleção, definiu o momento como uma demonstração rara de genialidade individual.

“No início, eu o acompanhei. Depois percebi que era apenas mais um espectador. Era o gol dele, não tinha nada a ver com o time. Era a aventura pessoal de Diego, uma aventura absolutamente espetacular”, afirmou.

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