O Diabo Veste Prada 2 explode nas buscas e impulsiona ações de marcas
A volta de grandes clássicos, seja no cinema, na moda ou no jeito de consumir tem gerado enorme repercussão. A nostalgia é um fator estrategicamente forte para atrair a atenção das pessoas e as marcas já se atentaram a esse recurso. Elas usam esse repertório afetivo para se conectar mais rápido com o público, atualizando referências conhecidas para caber no comportamento de hoje.
O tema que mais ganhou destaque nos últimos meses foi O Diabo Veste Prada 2, marcado pelo retorno das atrizes Meryl Streep e Anne Hathaway, que protagonizaram o primeiro filme há quase 20 anos, e isso ajudou a reacender o interesse do público.
As buscas online dispararam. Termos relacionados ao filme registraram aumentos individuais superiores a 5.000%, com dois picos distintos de atenção concentrada: um em novembro de 2025, quando os primeiros rumores e confirmações começaram a circular, e outro em março de 2026, impulsionado por bastidores, entrevistas e a divulgação de novos materiais promocionais.
Criação de conteúdo orgânico pelo público
As pessoas não ficaram apenas consumindo conteúdo sobre o filme, mas passaram a produzi-lo.
Surgiram resenhas, análises, recriações de looks, comentários sobre bastidores do filme, além de comparações entre o estilo de 2006 e o de hoje. O tema se espalhou de forma pulverizada pelo Instagram, TikTok, X, YouTube e até mesmo em posts no LinkedIn.
Milhares de conteúdos foram gerados de forma orgânica e amplamente compartilhados, ampliando ainda mais o alcance em torno do lançamento, previsto para dia 30 de abril de 2026.
Quando memória afetiva vira oportunidade para a marca
Diante dessa repercussão, marcas que souberam trazer esse momento para dentro de suas estratégias conquistaram grande visibilidade.
Quando uma marca acessa um repertório afetivo que o consumidor já tem internalizado, ela encurta o caminho entre o primeiro contato e a conexão.
Não é necessário construir familiaridade, explicar um universo. O consumidor já está lá aquecido, com uma memória afetiva ativada.
Foi exatamente a partir dessa dinâmica que algumas marcas passaram a se movimentar. A Coca-Cola lançou uma edição especial de Diet Coke inspirada no imaginário do filme
A AMC Theatres desenhou a estratégia que mais viralizou globalmente, com o lançamento de um produto que gerou desejo imediato: um balde de pipoca no formato de bolsa, referência direta à estética do filme. A peça se tornou objeto de colecionador, foi revendida online por valores muito acima do preço original.
Outro destaque é da TRESemmé, que fechou uma parceria global com o filme e terá um produto em uma edição limitada, TRESemmé Heat Defence Care & Protect Spray.
Além das marcas mencionadas, não há como deixar de destacar a capa da Vogue, que repercutiu no mundo ao reunir Anna Wintour e Miranda Priestly (personagem de Meryl Streep). No Instagram, o post ultrapassou 1 milhão de curtidas, 11 mil comentários e mais de 170 mil compartilhamentos, uma performance rara para conteúdos de moda de forma orgânica.
No mesmo perfil, dois vídeos publicados também ganharam grande repercussão, ultrapassando 35 milhões de visualizações.
O que todas essas marcas têm em comum é que nenhuma delas precisou forçar uma entrada. A conexão com o universo de O Diabo Veste Prada já existia, e a estratégia apenas facilitou a fluidez na comunicação com o público.
As pessoas tendem a ficar mais receptivas ao se deparar com elementos nostálgicos. Em muitos casos, isso abre espaço para aumento de preço e maior disposição de compra por parte do consumidor, que passa a enxergar esses produtos como parte de uma narrativa diferente e não apenas como itens funcionais.
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