O duelo entre Adidas retrô e Nike futurista para os uniformes da Copa do Mundo 2026

Por Marina Semensato 8 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O duelo entre Adidas retrô e Nike futurista para os uniformes da Copa do Mundo 2026

A poucos meses da Copa do Mundo de 2026, Adidas e Nike divulgaram suas coleções de uniformes e mostraram como o mesmo evento pode levar a duas entregas bastante diferentes.

A Copa deste ano tem um apelo particular. Como será disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá —, a expectativa é de engajamento maior do que o habitual e, junto com isso, uma identificação mais forte com os produtos.

É um momento oportuno. A camiseta de futebol já saiu dos estádios há algum tempo e hoje circula tanto como roupa esportiva quanto como expressão de estilo, impulsionada por tendências como o #blokecore e #brazilcore, que juntas já somam mais de 100 mil visualizações no TikTok.

Adidas e as referências culturais

As primeiras camisas da Adidas para a Copa seguem o caminho esperado: Argentina em azul e branco listrado, Espanha no vermelho tradicional, Alemanha no branco de sempre. A tecnologia aparece, é claro, com os tecidos com ventilação avançada e absorção de suor.

Mas é nas reservas, anunciadas agora em abril, que a marca parece ousar um pouco mais. A novidade é o retorno do logo Trefoil, o trevinho clássico que a marca havia aposentado das camisas de seleção após a Copa de 1990.

As camisetas têm uma estética visivelmente inspirada no visual retrô dos anos 90, além das referências culturais aos países que representam.

A da Argentina, por exemplo, traz arabescos florais em azul sobre fundo preto, inspirados na arte tradicional do país, enquanto a da Itália remete aos blazers de alfaiataria usados pela seleção em celebrações.

Seleções patrocinadas pela Adidas carregarão o logotipo "Trefoil" nas camisas reservas para a Copa do Mundo de 2026 (Divulgação/Adidas)

A Nike e o futuro

A Nike foi pelo outro lado, em que a tecnologia e o apelo futurista são protagonistas. A gigante do sportswear apostou mais fichas em novos materiais e desempenho técnico, com os uniformes produzidos a partir de resíduos têxteis reciclados.

Batizado de Aero-FIT, o tecido foi desenvolvido ao longo de três anos e meio e parte de um processo químico que transforma roupas descartadas em novas fibras. Segundo a Nike, ele nasceu de uma demanda dos próprios atletas, que se queixavam do calor durante treinos e jogos.

Além dos atletas, o Aero-FIT também tenta responder a pressão da indústria por processos mais circulares. A reciclagem têxtil ainda representa menos de 1% da produção global de fibras, e parte do uniforme — escudos e acabamentos — segue fora do processo. A Copa será o primeiro teste em escala real para a tecnologia.

A Nike é a responsável pelo uniforme de 12 seleções, incluindo o Brasil. Para a nossa seleção, a marca resgatou a "Amarelinha" clássica — amarelo-canário com detalhes em verde —, um retorno à identidade visual tradicional da seleção após temporadas com conceitos mais diferentes.

A Nike revela os uniformes para 2026, projetados com a tecnologia Aero-FIT, trazendo a moda circular para o maior palco do futebol mundial. (Reprodução/Nike)

O que esperar da Copa 2026

A Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho e vai até 19 de julho, deve ser a mais rentável da história do esporte.

Segundo levantamento da Sports Value, a receita total do evento deve ultrapassar US$ 10,9 bilhões — cerca de R$ 58,7 bilhões —, um crescimento de 56% em relação à Copa do Qatar, que gerou US$ 7 bilhões. O novo formato, com mais seleções e jogos distribuídos entre três países, é o que alavanca essa expansão.

O Brasil estreia na Copa 2026 no dia 13 de junho (sábado), contra o Marrocos, às 19h (horário de Brasília).

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