O guia definitivo para viver Nova York além (e durante) a Copa de 2026

Por Luiza Vilela 13 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O guia definitivo para viver Nova York além (e durante) a Copa de 2026

Em julho de 2026, todos os caminhos do futebol levarão ao MetLife Stadium. Mas a alma da Copa do Mundo também estará pulsando nas calçadas de Nova York, dentro dos bares, restaurantes, parques e praças.

Considerada um dos maiores centros culturais e gastronômicos do planeta, Nova York já é, por si só, um destino inesgotável. O Mundial de 2026, no entanto, vai ampliar as experiências para os torcedores fora dos estádios. No Rockefeller Center, em Manhattan, o tradicional jardim será transformado em uma vila temática dedicada às seleções campeãs, por exemplo. Já no Queens, o complexo do USTA Billie Jean King National Tennis Center — o templo do US Open — troca as raquetes pelas chuteiras para criar uma zona de imersão tecnológica e interativa.

Para quem planeja estar na cidade entre junho e julho de 2026, preparamos um roteiro estratégico que equilibra o fervor das fan zones com refúgios urbanos, gastronomia de bairro e logística inteligente. Confira:

Brooklyn Bridge Park em Nova York, Estados Unidos (Leandro Fonseca/Exame)

Além de Midtown

O centro de Manhattan, Midtown, é um dos bairros mais atrativos para quem viaja a Nova York. É um ponto "obrigatório" para quem visita pela primeira vez, mas há muito mais cultura, gastronomia e experiências em outras regiões da ilha. Inclusive para quem quer viver a Copa fora dos estádios.

O Brooklyn, por exemplo, oferece o contraponto perfeito ao fervor do centro. A região concentra desde importantes museus até um jardim botânico, e tem uma das vistas mais dramáticas do horizonte de Manhattan — a Brooklyn Bridge Park.

Se houver um dia livre, fica a dica para conhecer o Aquário de Nova York, um dos mais antigos dos Estados Unidos, com várias espécies de tubarões. Vale também uma visita ao Tabernacle, importante teatro e espaço para shows, peças de teatro e espetáculos de dança.

Para comer, o histórico Peter Luger Steak House, em Williamsburg, é um dos templos de carne seca da metrópole. O restaurante é conhecido pelo porterhouse e já está aberto há mais de 130 anos. Fica a dica: a casa só aceita pagamento em dinheiro.

Vista geral do exterior do restaurante Peter Luger Steak House em 5 de novembro de 2011, na cidade de Nova York. (Ben Hider/Getty Images)

Bairros como Williamsburg e Carroll Gardens também preservam a cultura dos pubs de futebol, como o clássico Banter, onde o intercâmbio entre torcedores de diferentes países acontece de forma orgânica sobre balcões de madeira. Entre uma partida e outra, a recomendação é se perder pelas ruas de DUMBO, conhecida por ser uma área com forte raiz artística, cheia de galerias e arquitetura de luxo.

No Queens, o distrito mais multicultural de Nova York, o Queens Night Market surge como um evento obrigatório aos sábados. Reúne bares e restaurantes que representam quase todas as nações que estarão em campo, oportunidade única para conhecer pratos típicos de diferentes países.

Fica a dica para provar os dumplings autênticos em Flushing ou tacos tradicionais. A cena se divide entre o frescor de Little Island — o parque flutuante sobre o Rio Hudson que oferece paz e vistas esculturais — e as feiras gastronômicas ao ar livre, como o Smorgasburg, que ocupa pontos estratégicos do World Trade Center ao Prospect Park.

Fan Zones fora dos estádios

O MetLife Stadium recebe o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo (Reprodução/Redes Sociais)

Durante a Copa do Mundo, a ação principal acontece no MetLife Stadium (que será chamado de New York New Jersey Stadium durante o torneio), em East Rutherford. O legal é que não é necessário o ingresso para sentir a energia do mundial, posto que vários dos torcedores estarão nas fanzones próximas ao estádio. Separamos três delas para passar durante a viagem:

História, ciência e arte contemporânea

NEW YORK, NEW YORK - JUNE 16: A police car stands by guarded barricades near the Equestrian Statue of Theodore Roosevelt at American Museum of Natural History on June 16, 2020 in New York City. The killing of George Floyd by a police officer in Minneapolis has brought a heightened awareness to racial justice across America, and many have long called for taking down statues of Confederate generals and others who helped perpetuate racial injustice. (Photo by Rob Kim/Getty Images) (Rob Kim/Getty Images)

Para quem busca conteúdo além do esporte, Manhattan também abriga algumas das maiores e melhores instituições históricas do planeta. Isso inclui desde museus a outros edifícios que serviram de base para a história dos Estados Unidos.

Entre um jogo e outro da Copa, não deixe de passar no American Museum of Natural History. Cenário do filme Uma Noite no Museu, com Ben Stiller, esse é o maior museu de história natural do mundo em termos de coleção e de área. O complexo ocupa cerca de quatro quarteirões, com 25–26 edifícios interligados e mais de 40 salas de exposição permanente.

Ao todo, são mais de 34 milhões de espécimes e artefatos, incluindo fósseis, insetos, rochas, meteoritos, peles, esqueletos e objetos culturais, além de grandes acervos de tecidos congelados e dados genômicos e astrofísicos. Salas icônicas incluem o Hall of Ocean Life (com a enorme baleia‑azul suspensa no teto), os Dinosaur Halls (T‑rex, Stegosaurus, Triceratops, etc.) e o Hall of Human Origins, além de exposições sobre África, Biodiversidade e o Sistema Solar.

Outra boa visita para quem gosta de história é o Whitney. Principal museu de arte contemporânea e moderna dos Estados Unidos, o espaço traz peças feitas exclusivamente entre os séculos XX e XXI. Lá estão abrigadas mais de 21 mil obras de cerca de 3 mil artistas, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, vídeos e outras mídias.

Por fim, é importante a visita ao World Trade Center para entender um pouco melhor da história norte-americana. Para quem visita Nova York como turista, o complexo no Lower Manhattan reúne o memorial das vítimas do 11 de setembro, além de transporte, museu e um dos mirantes mais altos da cidade. Vale a pena incluí‑lo em qualquer roteiro, especialmente se o foco for história, arquitetura ou vista panorâmica.

Broadway e a cena dos musicais

Símbolo do teatro mundial, a Broadway retorna com os clássicos musicais em 2026. Além dos espetáculos já reconhecidos, como Wicked e Hamilton, os 41 teatros profissionais de Manhattan recebem também novas montagens de peças históricas e produções inéditas neste ano.

Uma delas é Stranger Things: The First Show, escrita por Kare Trefry, que explora a origem de Henry Creel (Vecna) — grande vilão da série da Netflix. Outra é a clássica história de Willy Loman em Death of a Salesman, de Arthur Miller, que retorna à Broadway em uma nova montagem dirigida por Joe Mantello.

Os primeiros dois meses do ano também marcam a última oportunidade para assistir à nova montagem de Mamma Mia!, com Christine Sherrill (Donna) e Amy Weaver (Sophie).

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