O homem mais rico da América Latina vendeu US$ 500 milhões em petróleo
O bilionário mexicano de 86 anos, Carlos Slim, dono de uma fortuna estimada em US$ 132 bilhões e considerado o homem mais rico da América Latina, liquidou mais de US$ 500 milhões em ações de petroleiras.
Os papéis das empresas estadunidenses foram negociados em um intervalo de quatro meses, e a saída parcial de uma delas foi a primeira em mais de dois anos, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Desde que a família Slim se tornou acionista da Talos Energy em 2023, nunca havia reduzido a posição, pelo menos até março de 2026. Foi justamente aí quando as ações atingiram as máximas dos últimos três anos.
A holding do Slim, Control Empresarial de Capitales, embolsou quase US$ 40 milhões em lucros.
O mês de março concentrou o maior volume de transações da família no ano, segundo dados de registros regulatórios americanos.
A Talos detém, ainda, a participação em um dos projetos de energia mais promissores do México, país de origem de Slim. Apesar da venda parcial, Slim segue como um grande acionista.
Já na refinadora PBF Energy as ações vendidas representavam mais de um terço de sua participação total na empresa, embolsando, aproximadamente, US$ 497 milhões.
A última operação registrada foi em 7 de abril, quando papéis foram negociados por até US$ 47,50 — valor 70% superior ao preço de fechamento da PBF no encerramento de 2025.
O ganho em algumas transações chegou a 268%. As ações da PBF acumulam alta superior a 30% no ano, impulsionadas pela guerra entre Estados Unidos e Irã e seus reflexos no preço do petróleo.
Estratégia não muda
O genro e porta-voz de Carlos Slim, Arturo Elias Ayub, relatou em entrevista à Bloomberg que as empresas vão bem, mas a posição cresceu demais, sendo um bom momento para vender.
Slim continua entre os maiores investidores privados no segmento de energia. Mesmo após todas as vendas, as participações combinadas da família em PBF e Talos somam mais de US$ 1,3 bilhão.
Durante a pandemia, quando a demanda global por gasolina desabou e as ações da PBF derreteram, a Control Empresarial de Capitales foi comprando, afirmaram fontes à Bloomberg.
Em 2022, com a reabertura econômica mundial e o choque de oferta provocado pela invasão russa à Ucrânia, a família realizou lucros expressivos na mesma posição.
Ao longo de 2025, os Slim voltaram a ampliar suas participações nas duas empresas — posicionando-se para o ciclo seguinte, que chegou com as tensões no Oriente Médio.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: