O impacto do excesso de jornada na escala 6x1 e o papel da liderança na promoção do bem-estar real

Por Da Redação 28 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O impacto do excesso de jornada na escala 6x1 e o papel da liderança na promoção do bem-estar real

A preservação da saúde mental e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional tornaram-se pilares inegociáveis na gestão moderna de recursos humanos.

Um levantamento abrangente realizado pela VR com mais de um milhão de trabalhadores trouxe à tona um dado que exige atenção imediata dos gestores de pessoas.

Entre os profissionais que atuam no modelo de escala 6x1, cerca de 15% acumularam jornadas semanais de até 54 horas, o que configura um excesso moderado de carga horária.

Esse cenário torna-se ainda mais sensível quando comparado ao modelo 5x2, onde o índice de trabalhadores com jornada excedente cai drasticamente para 6,7%, evidenciando que a estrutura da escala de seis dias demanda um olhar muito mais atento e humano por parte das lideranças.

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O papel do RH na mitigação de riscos psicossociais

A implementação da norma NR-1 reitera a necessidade de as empresas integrarem o monitoramento da jornada de trabalho ao gerenciamento de riscos ocupacionais.

Para os profissionais de RH, o desafio vai além do simples registro de horas, pois envolve a identificação precoce de padrões que podem levar ao esgotamento e a problemas de saúde ocupacional. Setores como o comércio, que concentra quase metade das operações em escala 6x1, e segmentos de bares, restaurantes e saúde precisam de estratégias robustas para administrar cargas intensivas e alta rotatividade.

Cássio Carvalho, diretor-executivo de negócios da VR, destaca que o cuidado com as pessoas deve ser uma prioridade estratégica, onde o descanso adequado e o acompanhamento próximo deixam de ser apenas obrigações legais para se tornarem parte essencial da cultura organizacional.

Ajustes essenciais para uma jornada mais equilibrada e segura

A adequação às novas exigências regulatórias exige uma revisão imediata das práticas de acompanhamento de escalas. É fundamental que as empresas iniciem um mapeamento detalhado de onde ocorre o acúmulo de horas para identificar se o problema reside na sobrecarga de funções ou em falhas de planejamento.

Comparar o comportamento de diferentes escalas dentro de uma mesma operação ajuda a entender qual modelo melhor se adapta às necessidades da equipe e do negócio.

A revisão frequente dos períodos de descanso e o uso de tecnologia para monitoramento contínuo são passos decisivos para garantir a rastreabilidade e a tomada de decisão baseada na empatia e no respeito ao tempo do trabalhador. Afinal, a transformação mais significativa ocorre quando a organização decide que o bem-estar da equipe é o alicerce para uma operação sustentável.

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