O que é o perfil profissional em “M” e por que ele está chamando atenção dos recrutadores

Por Victoria Rodrigues 20 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O que é o perfil profissional em “M” e por que ele está chamando atenção dos recrutadores

Segundo um relatório da consultoria Deloitte, 67% dos líderes empresariais acreditam que a velocidade e a agilidade serão as maiores vantagens de uma empresa nos próximos anos, superando o tamanho ou a capacidade de produção.

Para quem está procurando emprego, o alerta é de que o mercado mudou tão rápido que as descrições tradicionais de cargos já não dão conta das transformações tecnológicas e econômicas.

De acordo com o estudo, para alcançar a dinâmica exigida pelo mercado, as empresas estão deixando de organizar o trabalho em torno de cargos fixos e migrando para o modelo de contratações baseadas em habilidades.

Nesse novo cenário, as tarefas são desconstruídas e os profissionais são alocados de forma flexível em projetos, de acordo com as competências que possuem.

O perfil profissional em M

Antigamente, o modelo tradicional valorizava o perfil em "I", que representava o especialista profundo em apenas uma área de atuação, com pouco conhecimento sobre os demais setores da empresa.

Com o tempo, surgiu o conceito do profissional em "T", caracterizado por um profissional com uma especialidade profunda (a linha vertical da letra), mas que também possuía uma visão ampla e generalista sobre outros temas semelhantes (a linha horizontal).

O perfil em "M", por sua vez, representa um salto em relação aos anteriores. A letra ilustra um profissional que tem mais de uma especialização profunda (as pernas verticais do M), interligadas por uma base sólida de conhecimentos gerais e habilidades humanas (a barra que conecta a estrutura).

O relatório da Deloitte destaca justamente que a capacidade de coordenar pessoas, dados e tecnologias exige talentos com essa característica, ou seja, profissionais capazes de transitar por diferentes áreas.

Competências que se conectam

Para quem busca uma vaga de emprego, a adaptação a essa realidade exige um planejamento estratégico de carreira. A transição para um perfil em M não significa mudar de profissão, mas sim construir camadas de conhecimento especializado ao longo da trajetória profissional.

A estratégia inicial consiste em identificar habilidades complementares à especialidade principal. Um profissional da área de recursos humanos, por exemplo, ganha relevância ao desenvolver conhecimentos profundos em análise de dados estatísticos (People Analytics) e em ferramentas tecnológicas de recrutamento. Essa combinação cria uma intersecção de competências altamente valorizada pelas empresas.

Além do conhecimento técnico, o desenvolvimento de habilidades de aprendizado contínuo funciona como a conexão entre as diferentes especialidades. A flexibilidade cognitiva passou a ser vista pelos recrutadores como um requisito tão crucial quanto a formação técnica.

Preparação também é habilidade

Nesse contexto, preparar-se para processos seletivos deixou de ser apenas uma etapa anterior à contratação e passou a fazer parte da própria estratégia de carreira. O curso gratuito Processo Seletivo, do Na Prática, segue essa lógica ao orientar candidatos sobre como avançar pelas principais fases de uma seleção, do currículo à entrevista, com mais método e clareza.

A formação é online, gratuita e organizada em 8 módulos, com conteúdos sobre interpretação de vagas, construção de narrativa profissional, currículo, LinkedIn, testes, dinâmicas, entrevistas e organização das candidaturas. A proposta também inclui o uso de inteligência artificial como ferramenta de apoio para entender como recrutadores avaliam candidatos e para treinar respostas de forma mais estruturada

Aprenda a comunicar suas competências com mais clareza no curso gratuito de Processo Seletivo do Na Prática

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: