O que o Irã quer dos EUA? Entenda a proposta de paz iraniana
Teerã enviou aos Estados Unidos uma nova proposta de paz nessa semana, detalhando novas demandas após a proposta anterior ter sido descartada pelo presidente americano, Donald Trump. Em luz disso, Trump adiou novos ataques que ocorreriam nessa terça-feira, 19.
As novas demandas incluem a retirada de tropas americanas não só do Irã, mas também de áreas adjacentes ao país, no Golfo Pérsico e em demais regiões.
Além disso, os EUA também teriam que pagar reparações por danos causados na guerra, remover as intensas sanções que afligem o Irã desde sua Revolução Islâmica de 1979, que instaurou o atual regime dos aiatolás, reativar ativos iranianos congelados no exterior e, por fim, levantar o bloqueio naval de portos iranianos próximos ao Estreito de Ormuz e ao longo do próprio estreito.
A proposta também almeja um cessar-fogo definitivo na frente libanesa, que ainda sofre com hostilidades entre Israel e o Hezbollah.
No geral, os termos da nova proposta são semelhantes aos da proposta anterior, rejeitada por Trump na semana passada, que a chamou de "lixo".
Trump e a Casa Branca
Os detalhes da nova proposta, envolta em subterfúgio, assim como os pormenores das negociações, só vieram à tona após o presidente americano ter anunciado que postergaria uma nova onda de ataques a Teerã. Em uma postagem na sua rede social, o Truth Social, Trump disse que aliados dos EUA no Oriente Médio lhe pediram moderação enquanto os esforços diplomáticos continuam, com expectativas de uma resolução mais concreta nos próximos dias e semanas.
“Parece haver uma boa chance de que eles consigam chegar a um acordo. Se pudermos fazer isso sem bombardeá-los impiedosamente, ficarei muito feliz”, disse Trump a repórteres na segunda-feira, referindo-se à liderança fragmentada do Irã, que muitas vezes apresenta versões diferentes de seu objetivo no conflito.
Ilustrando isso, Trump também disse ter instruído o Pentágono a estar “preparado para lançar um ataque em grande escala contra o Irã, a qualquer momento”, caso um acordo aceitável não seja alcançado.
Apesar da última proposta e das declarações de Trump, o cessar-fogo entre os dois países, mediado pelo Paquistão, permanece, embora frágil. Sua recente visita à China e conversas com Xi Jinping podem, todavia, trazer Pequim à mesa de negociações, como ator influente, devido aos seus laços com o Irã, sendo o maior comprador de petróleo bruto do país, mesmo em meio ao conflito.
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