O que o novo código de nutricionistas define sobre uso de IA e redes sociais

Por Letícia Cassiano 29 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O que o novo código de nutricionistas define sobre uso de IA e redes sociais

O Conselho Federal de Nutrição publicou um novo Código de Ética e Conduta em resposta ao avanço da inteligência artificial e das redes sociais. A norma deve entrar em vigor em até 90 dias.

O texto não proíbe o uso de IA de forma geral, mas estabelece limites para evitar práticas que possam induzir pacientes ao erro ou gerar expectativas irreais.

A principal mudança é a proibição ao uso dessas ferramentas para simular resultados clínicos ou manipular conteúdos.

Proibição de simulação de resultados

Entre os pontos centrais do novo código está a proibição de criar ou manipular imagens, vídeos ou áudios com IA generativa que simulem resultados de tratamentos ou reproduzam a aparência de pessoas reais de maneira enganosa.

Segundo o conselho, esse tipo de prática estimula sensacionalismo e promessas de efeitos que não podem ser garantidos.

Uso permitido, mas com transparência

O código também estabelece que qualquer conteúdo produzido com apoio dessas ferramentas deve informar claramente o uso.

Além disso, a norma determina que a IA não pode substituir o nutricionista no contato direto com o paciente, reforçando o caráter pessoal e técnico do atendimento.

Regras reforçam restrições já existentes

Além disso, a regra reforça proibições que já existiam na profissão. Continua vedada, por exemplo, a divulgação de resultados de pacientes, como fotos de “antes e depois”, dados corporais ou exames.

Também seguem proibidas promessas de resultados ou a associação direta entre dietas, produtos e efeitos garantidos, prática considerada antiética.

A resolução ainda impede promoções e sorteios como formas de propaganda. O nutricionista também fica vetado de prescrever ou indicar a imagem profissional a marcas de alimentos, suplementos ou laboratórios.

Atualização acompanha mudanças digitais

A atualização faz parte de um movimento mais amplo de adaptação das normas profissionais às transformações tecnológicas e à atuação nas redes sociais.

O objetivo, segundo o conselho, é garantir que o uso de novas ferramentas ocorra de forma ética, responsável e alinhada à proteção da saúde dos pacientes.

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