Óculos sem aro voltam à moda entre celebridades e Geração Z

Por Marina Semensato 26 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Óculos sem aro voltam à moda entre celebridades e Geração Z

Os óculos sem aro voltaram a ser tendência. Se antes eram associados a um estilo mais sério ou corporativo, agora, são um acessório descolado, adotados por celebridades e jovens, colocando-se entre as novas apostas da indústria de eyewear.

Nomes como Timothée Chalamet, em cena como um jogador de tênis de mesa em Marty Supreme, e Ryan Gosling, no filme Project Hail Mary, reforçam a tendência. Antes deles, figuras como Steve Jobs e o técnico Sven-Göran Eriksson já tinham o modelo como parte da identidade visual. É o que indica uma reportagem do Financial Times.

De acordo com o artigo, o interesse por armações mais discretas vem crescendo nos últimos anos, como parte de uma transição no design de óculos — de modelos grossos e marcantes para versões mais finas e minimalistas. É aí que entram os óculos sem aro, que praticamente desaparecem no rosto.

Nova aposta das marcas

A britânica Cubitts lançou sua primeira linha sem aro, com sete modelos em titânio, após anos distante do formato por desafios técnicos de produção. A virada veio quando a empresa passou a fabricar suas próprias lentes, o que permitiu viabilizar o design ultrafino.

"Nós fizemos esses quadros de titânio superfinos, e eles esgotaram completamente. E a demanda por quadros cada vez mais finos só aumentava. E, obviamente, não dá para ficar muito mais fino do que um quadro sem aro nenhum", disse o diretor executivo Tom Broughton ao FT.

O retorno dos óculos sem aro passa pela forma como o acessório é usado no visual. Em vez de disputar atenção, ele funciona como um complemento, explicam Will O'Connor, diretor de vendas da Vision Express UK, e David Clulow, ao FT.

"Estamos vendo um interesse renovado por parte de profissionais mais jovens e consumidores antenados em moda, atraídos pela leveza, versatilidade e elegância discreta que elas transmitem; elas parecem menos uma tendência passageira e mais uma escolha consciente", dizem.

Se no passado a ideia era que eles fossem quase invisíveis, agora o papel muda. "Eles são brilhantes e minimalistas, e chamam a atenção da mesma forma que um brinco ou um colar", disse Tom Broughton, da Cubitts, ao Financial Times.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: