OMS alerta para 'riscos' de EUA não impor quarentena a americanos do Hondius
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou neste domingo, 10, que a decisão dos Estados Unidos de não impor quarentena automática aos passageiros evacuados do cruzeiro Hondius envolve riscos sanitários.
A declaração foi dada em Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde acontece a operação internacional de desembarque e repatriação dos ocupantes do navio afetado por um surto de hantavírus que já deixou três mortos.
"Isso pode envolver riscos", disse Tedros ao comentar a posição adotada pelos CDC.
EUA descartarão quarentena automática
Mais cedo, o diretor interino do CDC, Jay Bhattacharya, afirmou que os passageiros americanos retirados do navio não serão necessariamente submetidos à quarentena ao chegarem aos Estados Unidos.
Segundo ele, os 17 cidadãos americanos que estavam a bordo do Hondius são assintomáticos e serão encaminhados para um centro especializado no estado de Nebraska.
Bhattacharya também buscou reduzir preocupações sobre uma possível crise sanitária de grandes proporções. "Isto não é Covid", afirmou.
De acordo com o CDC, a decisão sobre eventual isolamento dependerá da avaliação clínica e epidemiológica de cada passageiro, seguindo os protocolos das autoridades de saúde americanas.
O navio Hondius partiu da Argentina antes do registro do surto de hantavírus a bordo. Após a confirmação de casos e mortes entre passageiros, a embarcação foi direcionada às Ilhas Canárias, onde autoridades espanholas iniciaram uma ampla operação de evacuação e repatriação.
Os ocupantes desembarcaram utilizando equipamentos de proteção e foram encaminhados a voos internacionais organizados por diferentes governos.
O hantavírus é considerado raro e não possui vacina ou tratamento específico. A OMS tem reforçado, porém, que o risco atual para a saúde pública global permanece baixo.
*Com informações da AFP
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