Ouro despenca e registra pior semana desde 2011 com saída de investidores

Por Ana Luiza Serrão 24 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ouro despenca e registra pior semana desde 2011 com saída de investidores

O preço do ouro registra forte queda nos mercados internacionais, ampliando perdas e marcando o pior desempenho semanal em mais de uma década, com saída de investidores de ativos considerados seguros em meio ao conflito no Oriente Médio.

A desvalorização ocorre após o ouro ter alcançado máxima histórica no fim de janeiro, quando chegou a US$ 5.594,92 por onça. Desde então, a commodity já acumula perda de cerca de 25%, indicando uma reversão na sua trajetória recente.

Saída de investidores

O movimento de queda está associado à redução da demanda por ativos de proteção, em um ambiente de maior incerteza sobre inflação e política monetária.

Apesar da escalada geopolítica envolvendo a guerra no Irã, investidores têm reduzido exposição ao ouro.

Fontes ouvidas pela CNBC apontam que o aumento das pressões inflacionárias, impulsionado pela alta dos preços de energia, tem reforçado a expectativa de juros mais elevados por mais tempo.

Esse cenário tende a favorecer ativos que oferecem rendimento, como títulos públicos, em detrimento de metais preciosos, de acordo com fontes ouvidas pela CNBC.

Impacto em outros metais

A prata, frequentemente negociada em conjunto com o ouro, recuou mais de 8% no mercado à vista, atingindo cerca de US$ 62 por onça, no menor nível do ano.

O metal já perdeu quase metade do valor desde o pico registrado no fim de fevereiro, quando chegou a US$ 117. Os contratos futuros de prata apresentaram perdas ainda mais acentuadas, com queda superior a 11% no início da semana.

Outros metais do mesmo grupo também foram impactados: a platina caiu mais de 10%, enquanto o paládio recuou cerca de 6,7% no mesmo período.

Juros e liquidez no radar

O comportamento do ouro segue diretamente ligado às expectativas para taxas de juros globais.

Com o avanço da inflação associado ao encarecimento da energia, cresce a probabilidade de manutenção de políticas monetárias restritivas por mais tempo.

Esse cenário eleva os rendimentos de títulos soberanos, reduzindo a atratividade relativa do ouro.

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