'Ozempic da EMS', Ozivy deve ser 30% mais barato: saiba quando chega às farmácias
A EMS anunciou nesta terça-feira a aprovação, pela Anvisa, de uma caneta injetável à base de semaglutida, mesmo princípio ativo do Ozempic e do Wegovy. O medicamento é amplamente utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. O Ozivy foi desenvolvido integralmente pela companhia, com tecnologia e produção nacionais. A empresa prometeu chegar às farmácias com um preço significativamente mais acessível do que os produtos de referência disponíveis atualmente.
"30% mais barato que o Ozempic", disse Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, sem divulgar um valor final preciso para o produto.
"Não é um desconto temporário de entrada. O produto já terá um preço bem mais acessível e, no início do tratamento, as condições serão ainda melhores", afirmou o executivo durante coletiva de imprensa sobre o lançamento. A expectativa é que o Ozivy chegue às farmácias nos próximos 30 dias.
O Ozivy chegará ao mercado em quatro apresentações: 0,25 mg, 0,5 mg, 1 mg em caneta única e 1 mg em embalagem com duas canetas. Esta última foi pensada especificamente para favorecer a adesão ao tratamento, garantindo ao paciente continuidade sem interrupção entre uma compra e outra. A dose de 1 mg, nas duas versões combinadas, representa aproximadamente 60% do mercado atual de semaglutida no Brasil — e será, portanto, o carro-chefe do lançamento.
Desta vez, a empresa optou por uma distribuição pulverizada, com remessas menores para um número maior de clientes e reposição automática desde o início. A primeira leva será de 350 mil unidades, com meta de 1,2 milhão de unidades comercializadas ao longo do primeiro ano. A expectativa é que o Ozivy supere R$ 500 milhões em faturamento em seu primeiro ano.
Mais de dois mil representantes médicos serão mobilizados para apresentar o produto à classe médica antes mesmo de o item chegar às prateleiras.
Por trás do lançamento está um investimento de R$ 1,2 bilhão realizado ao longo de dez anos no desenvolvimento de uma plataforma proprietária de peptídeos. A fábrica de Hortolândia conta com duas linhas produtivas, cada uma com capacidade de 20 milhões de canetas por ano, totalizando 40 milhões de unidades anuais.
Sanchez ressaltou que o mercado a ser conquistado vai além dos pacientes que já usam Ozempic ou Wegovy. A empresa mira também a demanda reprimida represada em canais irregulares: produtos importados ilegalmente do Paraguai e medicamentos produzidos em farmácias de manipulação — práticas que, segundo o executivo, não deveriam existir do ponto de vista sanitário e legal.
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