Países da Ásia devem bater recorde com orçamento de US$ 136 bilhões para chips de IA

Por Maria Eduarda Cury 5 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Países da Ásia devem bater recorde com orçamento de US$ 136 bilhões para chips de IA

Diversas empresas que fabricam chips na China estão aumentando os preços dos produtos para equilibrar com o aumento dos gastos pela demanda por inteligência artificial. Tanto as líderes de mercado como as companhias locais de menor expressão aumentaram os valores de venda, uma estratégia que empresas pequenas não adotavam desde 2022 para acelerar crescimento.

A fabricante Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) foi a que mais ampliou os gastos com a produção de chips em 2026. Para não sair no vermelho, a empresa informou a clientes que aumentará os preços em 5% durante o primeiro trimestre de 2026 e encerrará o segundo trimestre com aumento adicional de 10% a 15%.

Somando os gastos dos países Coreia do Sul, Taiwan, Japão e China, foi definido um valor de US$ 136 bilhões para todo o ano atual. Isso representa um aumento de 25% em comparação aos US$ 108,85 bilhões gastos ao longo de 2025; os novos valores indicam que o crescente foco em IA tem começado a impactar a economia de empresas asiáticas de todos os níveis.

Ásia planeja recordes de investimento em chips

A fabricante Semiconductor Manufacturing International Corp. (SMIC), a principal da China, teria dito aos clientes que terá abordagem mais "flexível" quanto a novos preços. Para o Nikkei Asia, um dos executivos da companhia comentou que somente as "fábricas com taxas de utilização mais restritas" sofrerão escaladas de precificação.

Simultaneamente, empresas como Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., ASE Technology Holding e King Yuan Electronics estão com planos para orçamentos anuais que batam recordes internos.

No mercado, já havia indicadores de que o governo chinês iria apoiar a produção de chips em empresas locais com a intenção de evitar que as rixas comerciais com os EUA atrasem o desenvolvimento do país no setor.

Atualmente, a China produz menos de 20 mil placas de semicondutores, conhecidas como wafers, mas a meta é chegar a 100 mil unidades em até dois anos e alcançar 500 mil até 2030. Os wafers são as "bases" onde os chips são construídos, quanto mais modernos e menores, mais eficientes eles tendem a ser.

Mesmo com o incentivo à produção nacional, analistas avaliam que as fabricantes chinesas ainda não conseguem suprir sozinhas toda a demanda interna por chips avançados. Por isso, parcerias com empresas globais como a Nvidia não estão descartadas, ainda que sob regras rígidas.

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