Paulistanos gastaram mais de R$ 350 milhões para repor celulares roubados
O custo do roubo de smartphones em São Paulo tem um cálculo difícil de ser feito. Com o preço médio de um celular no Brasil, segundo a IDC, chegando a aproximadamente R$ 2.557, o prejuízo direto aos moradores da capital paulista já ultrapassa R$ 367 milhões só em 2025.
Dados mostram que houve 154.058 ocorrências de roubo e furto de celulares na cidade, segundo levantamento. Desse total, apenas 10.477 aparelhos foram recuperados, deixando cerca de 143.581 dispositivos perdidos de forma definitiva.
A cifra foi puxada pela valorização do dólar e pela maior presença de modelos mais caros com tecnologia 5G e recursos de inteligência artificial embarcados nos modelos mais recentes. E o impacto financeiro considera apenas a reposição direta dos aparelhos e não inclui despesas paralelas, que também cresceram com a maior sensação de insegurança.
Além da compra de um novo aparelho, consumidores passaram a arcar com custos adicionais para proteger dados e reduzir riscos em caso de novos roubos. O mercado de seguros para celular, por exemplo, registrou aumento de demanda ao longo do ano.
Segundo levantamentos da 99Pay, os planos de seguro de celular variam a partir de R$ 30 mensais para modelos básicos e podem chegar a R$ 295 por mês em aparelhos premium, como o Samsung Galaxy S25 Ultra. O encarecimento transformou o seguro em uma despesa recorrente para parte dos usuários.
Mercado de usados cresce com reposição mais barata
Com os preços mais altos dos aparelhos novos, muitos consumidores migraram para o mercado de celulares usados. Segundo a IDC, o setor teve crescimento de 2,8% nas vendas desse segmento em 2025, movimento impulsionado principalmente pela necessidade de reposição rápida e menor desembolso imediato.
Outra frente de gasto envolve a chamada segurança digital. Após o roubo, usuários recorrem a serviços de bloqueio remoto, limpeza de dados, emissão de certificados digitais e até compra de tokens físicos para proteger contas bancárias e acessos corporativos.
O cenário mostra que o prejuízo do roubo de celulares vai além da perda material. Em uma cidade onde o smartphone concentra documentos, meios de pagamento e autenticação bancária, a substituição do aparelho passou a representar também um custo estrutural para a vida digital do consumidor.
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