Pentágono alerta Trump sobre riscos de guerra contra o Irã
O Pentágono alertou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os riscos de iniciar uma operação militar contra o Irã, diante da possibilidade de o conflito se prolongar e provocar múltiplas baixas entre militares americanos.
Os alertas foram apresentados no Departamento de Defesa e no Conselho de Segurança Nacional, como parte dos procedimentos internos que antecedem decisões militares, segundo o Wall Street Journal.
Entre os que fizeram ressalvas está o chefe do Estado-Maior Conjunto, o general Dan Caine, integrante da equipe de segurança nacional do presidente. De acordo com o jornal, as avaliações destacaram que uma intervenção no Irã poderia se transformar em um envolvimento de longo prazo.
Horas depois, Trump negou as informações em uma publicação na Truth Social. O presidente disse que “notícias falsas” afirmaram que Caine se opõe a uma ação contra o Irã e classificou a informação como “totalmente incorreta”.
Trump afirmou que o general não deseja uma guerra, mas que, caso uma ofensiva seja autorizada, acredita que o resultado seria favorável aos EUA. O presidente citou a chamada “operação Martelo da Meia-Noite”, realizada em junho, que atingiu três instalações do programa nuclear iraniano.
Os Estados Unidos mantêm atualmente a maior presença militar no Oriente Médio desde a Guerra do Iraque. Dois porta-aviões — o USS Abraham Lincoln e o USS Gerald R. Ford — e seus grupos de ataque operam no mar Arábico e em áreas próximas, em prontidão para eventual ação militar.
Nas últimas semanas, Trump elevou a pressão sobre o Irã e chegou a dar um prazo de dez dias para avanço nas negociações, sob risco de intervenção. Apesar do tom mais duro da Casa Branca, os contatos diplomáticos seguem em andamento. Uma nova rodada de negociações está marcada para esta quinta-feira, em Genebra, e é vista por diplomatas como um ponto-chave para tentar reduzir a tensão.
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