Pesquisa Gerp mostra Lula com 54% de reprovação e 40% de aprovação
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou nos últimos dois meses, segundo levantamento do Instituto Gerp divulgado nesta quinta-feira, 14.
O índice de aprovação caiu dois pontos percentuais no período, mesma variação registrada pela desaprovação, que avançou no mesmo intervalo.
Em maio, a aprovação do presidente chegou a 40%. Em março, o índice era de 42%, mesmo patamar registrado em janeiro. Apesar da oscilação recente, o levantamento mostra avanço na comparação anual: em maio de 2025, a aprovação de Lula estava em 30%, o que representa alta de 10 pontos percentuais em 12 meses.
Por outro lado, 54% dos entrevistados desaprovam a gestão petista. Em março e janeiro, esse índice era de 52%. Ainda assim, na comparação com maio de 2025, quando a desaprovação atingia 61%, houve recuo de sete pontos percentuais.
Na avaliação qualitativa do governo, 38% dos entrevistados classificam a gestão federal como péssima, enquanto 19% a consideram regular.
Já os que avaliam o governo como bom somam 16%, mesmo percentual dos que o classificam como ótimo. Outros 9% consideram a gestão ruim, e 2% não souberam responder.
Rejeição por recorte social
As regiões onde o índice de desaprovação foi superior à média nacional foram Centro-Oeste, com 64% de desaprovação, Sudeste e Norte, ambos com 58%. No Sudeste, o índice de não resposta somou 9%, o maior entre as regiões. No Centro-Oeste, os que não responderam representam 8%.
A faixa etária que mais rejeita o presidente são adultos de 35 a 44 anos de idade, entre os quais 62% desaprovam. Enquanto isso, 67% dos respondentes cuja renda familiar fica entre 10 e 20 salários mínimos rejeitam Lula, sendo o grupo com maior taxa de rejeição.
No recorte de gênero, mais da metade de homens e de mulheres rejeita a gestão de Lula. São 56% dos homens, com apenas 3% de não resposta, e 52% das mulheres, com 8% de não resposta.
No recorte religioso, a religião com menor índice de aprovação é a evangélica, com 67% dos fiéis rejeitando o presidente. Em segundo lugar estão as religiões de matriz africana, Umbanda e Candomblé, que, apesar de serem duas religiões diferentes, 63% dos seus fiéis rejeitam Lula.
Problemas do Brasil
A pesquisa também mediu as principais preocupações dos brasileiros hoje. “O eleitor está mais pressionado por problemas econômicos e sociais do que por temas ideológicos”, diz o instituto.
A falta de segurança e policiamento foi o tema mais citado, com 45%. Outros 27% citaram a falta de hospitais e postos de saúde, mesmo índice dos que citaram corrupção. No embalo da saúde, 22% reclamaram da falta de médicos. No campo da educação, 17% citaram escolas ruins, e 13%, a falta de colégios.
Outros 13% citaram os impostos altos, e 12%, a falta de emprego. Além disso, 11% destacaram o custo de vida muito alto. Outros problemas foram citados por menos de 5% dos entrevistados, como saneamento básico e a presença de drogas ilícitas.
O instituto ouviu 2.000 cidadãos entre os dias 8 e 12 de maio. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95,55%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03369/2026.
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