Petro defende PIX e pede adoção do sistema na Colômbia

Por Estela Marconi 6 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Petro defende PIX e pede adoção do sistema na Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendeu a adoção do sistema de transferências instantâneas PIX em seu país e pediu que o modelo brasileiro seja expandido para o território colombiano.

A declaração foi feita em publicação na rede social X. Petro comentou uma mensagem que mencionava críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao sistema brasileiro.

Segundo o post, Trump teria ameaçado impor sanções ao Brasil sob o argumento de que o PIX prejudica empresas de cartão como Visa e Mastercard.

“Peço ao Brasil que estenda o sistema PIX à Colômbia”, escreveu o presidente colombiano, ao defender o modelo como alternativa mais eficiente.

La lista OFAC ya no es un arma contra el narcotráfico, el narcotráfico se burla de ella, y se hospedan en Dubai, allí compran residencia pot unos 4.000 dólares y viven en medio del lujo.

La OFAC solo sirve para perseguir oposiciones políticas y domesticarlas en el mundo. Es un… https://t.co/gzpzWU5pIE

— Gustavo Petro (@petrogustavo) April 4, 2026

Críticas aos EUA e ao sistema financeiro global

Na mesma publicação, Petro criticou o Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão ligado ao Tesouro americano responsável por sanções internacionais. Segundo ele, o mecanismo deixou de ser eficaz no combate ao narcotráfico e passou a ser utilizado como ferramenta de pressão política.

O presidente colombiano afirmou que grandes líderes do tráfico conseguem contornar o sistema e viver no exterior, enquanto sanções seriam aplicadas contra adversários políticos.

Petro também voltou a defender mudanças na governança global e criticou conflitos internacionais, afirmando que guerras geram prejuízos generalizados.

Debate sobre o PIX ganha dimensão internacional

As declarações ocorrem em meio ao aumento das discussões sobre o papel do PIX no sistema financeiro global. Criado pelo Banco Central do Brasil em 2020, o sistema se consolidou como um dos principais meios de pagamento no país e vem sendo estudado para integração internacional.

Na última semana, a Casa Branca voltou a mencionar o PIX em relatório que aponta preocupações de empresas americanas com possível favorecimento ao sistema estatal brasileiro em detrimento de concorrentes privados.

O documento cita práticas consideradas “desleais” no setor de pagamentos digitais, ainda que sem mencionar o PIX diretamente, ao tratar de serviços oferecidos pelo Estado brasileiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu às críticas e afirmou que o Brasil não pretende recuar no uso da ferramenta.

“O PIX é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, disse.

O Banco Central trabalha na ampliação do sistema, incluindo a possibilidade de integração com outros países no futuro.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: