Petróleo atinge US$ 100 com ataques em Ormuz e queda de estoques
O petróleo voltou a subir e ultrapassou os US$ 100 por barril nesta quarta-feira, 22, em meio a relatos de ataques a navios no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento da commodity no mundo.
O episódio reacendeu o temor de interrupções na oferta global por causa da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos (EUA) e Israel. Algo que foi refletido nos preços, segundo fontes consultadas pela Reuters.
Por volta das 7 horas de hoje, os contratos futuros para junho do petróleo tipo Brent subiam 1,38%, a US$ 99,84 por barril, após terem ultrapassado os US$ 100 mais cedo.
Já o West Texas Intermediate (WTI), referência de preços nos EUA, avançava 1,14%, a US$ 90,63. No dia anterior, os dois contratos já tinham fechado com alta de cerca de 3%.
Rota e oferta sob risco
A virada nos preços veio após a informação de que pelo menos três navios cargueiros foram atingidos por disparos no Estreito de Ormuz, de acordo com fontes de segurança marítima e o United Kingdom Maritime Trade Operations.
Antes do início do conflito com o Irã, no fim de fevereiro, cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito (GNL) do mundo passava por ali. Porém, desde o início da guerra, Teerã restringiu o tráfego na região.
Cessar-fogo ainda incerto
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que vai estender por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã, poucas horas antes do prazo inicial terminar, na terça-feira, 21.
Estoques menores nos EUA
Os estoques de petróleo nos EUA caíram 4,5 milhões de barris na última semana, segundo números preliminares do American Petroleum Institute (API). Gasolina e destilados também tiveram queda.
A expectativa do mercado era de uma redução de 1,2 milhão de barris na semana encerrada em 17 de abril. Se os dados oficiais confirmarem esse movimento, a leitura é de um mercado mais apertado do que o esperado.
Analistas da PVM afirmaram que, caso a queda nos estoques seja confirmada e as exportações se mantenham elevadas, isso pode indicar maior demanda por petróleo por parte de compradores na Europa e na Ásia.
"Isso será interpretado como uma confirmação de que os consumidores na Europa e no Extremo Oriente estão se esforçando para garantir o fornecimento de petróleo onde, quando e como puderem", disseram à Reuters.
Europa também pressiona
Na Europa, há mais um ponto de atenção, visto que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que o oleoduto Druzhba está pronto para voltar a operar, em meio à guerra contra a Rússia.
Fontes da indústria, via Reuters, indicam que o país comandado por Vladimir Putin pretende interromper, a partir do dia 1º de maio, o envio de petróleo do Cazaquistão para a Alemanha por essa rota.
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