Trump volta a alertar o Irã de novos ataques se não houver abertura do Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 30, que o país mantém negociações "razoáveis" para encerrar o conflito envolvendo com o Irã. No entanto, a declaração foi acompanhada de novos alertas direcionados a Teerã sobre possíveis ações militares.
Segundo Trump, houve avanços nas conversas, mas ele condicionou a continuidade do processo a medidas imediatas por parte do Irã. Em uma publicação na rede social Truth Social, o presidente afirmou que, caso não haja acordo em breve, os Estados Unidos poderão intensificar ataques a infraestruturas estratégicas do país.
O republicano voltou a exigir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, sob risco de ofensivas contra poços de petróleo, usinas de energia e a Ilha de Kharg. O local concentra parte relevante da exportação iraniana de petróleo.
Trump também mencionou a possibilidade de atingir usinas de dessalinização, responsáveis pelo abastecimento de água potável no país. As declarações ampliam o escopo de possíveis alvos em caso de escalada do conflito.
Suspensão de ataques
Na semana passada, o presidente norte-americano havia indicado a suspensão de ataques a usinas de energia por um período de 10 dias, com prazo até 6 de abril. A sinalização ocorreu em paralelo às declarações sobre avanço nas negociações, segundo a agência Reuters.
Apesar das afirmações sobre progresso diplomático, os Estados Unidos ampliaram o envio de tropas para a região, movimento que gerou reação de autoridades iranianas. O presidente do parlamento do Irã acusou Washington de sinalizar diálogo enquanto prepara uma possível ofensiva terrestre.
Autoridades iranianas, por sua vez, negaram a existência de negociações diretas com os Estados Unidos. A divergência pública entre as posições indica manutenção da tensão diplomática.
Pressão militar e negociações ocorrem em paralelo
As declarações de Trump combinam sinais de negociação com advertências militares, em um cenário de pressão sobre rotas estratégicas e infraestrutura energética do Irã. O Estreito de Ormuz permanece como ponto central nas exigências dos Estados Unidos, devido ao seu papel no fluxo internacional de petróleo.
O andamento das conversas e a movimentação militar seguem como fatores determinantes para os próximos desdobramentos do conflito.
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