O plano de 15 pontos dos Estados Unidos para acabar com a guerra
Os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano com 15 pontos para encerrar a guerra no Oriente Médio, segundo autoridades ouvidas pelo The New York Times, em meio à pressão do governo de Donald Trump para encontrar uma saída diplomática para o conflito.
A proposta teria sido entregue por meio do Paquistão e inclui temas centrais como o programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de mísseis balísticos e a segurança de rotas marítimas estratégicas.
O que inclui a proposta dos EUA
Segundo o jornal, o plano aborda três eixos centrais: o programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de mísseis balísticos e a segurança das rotas marítimas.
Um dos pontos envolve o Estreito de Ormuz, que vem sendo bloqueado pelo Irã desde o início da guerra, afetando o fluxo global de petróleo e gás e pressionando os preços internacionais.
Em paralelo, o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, negou qualquer negociação com os Estados Unidos.
Segundo ele, não há conversas “diretas nem indiretas” em andamento, contrariando declarações de Trump sobre avanços diplomáticos.
O principal interlocutor das conversas é o chefe do Exército paquistanês, Syed Asim Munir, que mantém canais com autoridades iranianas.
Segundo autoridades, países como Egito e Turquia também incentivam o diálogo.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o país está disposto a sediar negociações entre Washington e Teerã.
Guerra segue sem trégua
Apesar das discussões diplomáticas, os confrontos seguem intensos desde 28 de fevereiro. A Guarda Revolucionária iraniana anunciou novos ataques contra regiões de Israel, incluindo áreas próximas a Tel Aviv, além de bases militares americanas no Golfo.
No Kuwait, um ataque com drones provocou incêndio em um depósito de combustível no aeroporto internacional, sem registro de vítimas.
Israel, por sua vez, afirmou ter realizado novas ofensivas contra “infraestruturas do regime iraniano” em Teerã e ampliou operações no Líbano, onde ao menos nove pessoas morreram em bombardeios no sul do país.
Desde o início da guerra, mais de mil pessoas morreram no Líbano e mais de um milhão foram deslocadas, segundo autoridades locais.
O envio de cerca de 3 mil soldados americanos adicionais ao Oriente Médio também foi reportado, indicando possível ampliação da presença militar dos EUA na região.
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