Petróleo dispara 8% e bate os US$ 85 por barril com conflito no Irã

Por Ana Luiza Serrão 3 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Petróleo dispara 8% e bate os US$ 85 por barril com conflito no Irã

O preço do petróleo subiu 8% nos mercados globais nesta terça-feira, 3, impulsionado pela intensificação do conflito entre Estados Unidos (EUA), Israel e Irã.

A commodity chegou perto dos US$ 85 por barril, atingindo seu nível mais alto desde meados de 2024.

O preço dos contratos futuros de petróleo Brent, referência internacional, foram impulsionados pelo aumento dos prêmios de risco associados à paralisação de navios-petroleiros no estreito de Ormuz.

O West Texas Intermediate (WTI), petróleo produzido nos Estados Unidos e que impacta diretamente na inflação americana, também registrou alta de 7,5%, para US$ 76,54 por barril.

Conflito e riscos de fornecimento

O avanço do conflito no Oriente Médio tem feito os preços da commodity dispararem e ações de empresas do setor de energia subirem na bolsa. No caso do Brasil, a PRIO é a preferida para aproveitar o momento, até mesmo mais que a Petrobras, segundo análise do BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME) e a XP.

Além dos bloqueios no estreito de Ormuz, uma das principais preocupações dos investidores é a possibilidade dos bombardeios atingirem instalações petrolíferas, afetando diretamente a produção e elevando ainda mais os preços.

Efeitos econômicos da guerra no Irã

O aumento dos preços do petróleo tende a ter efeitos em diversas frentes. Os combustíveis podem ficar mais caros, pressionando a inflação, impactando custos de transporte, produção e bens de consumo.

Além disso, os preços devem influenciar, inclusive, as decisões de política monetária dos bancos centrais em todo o mundo, conforme os especialistas consultados pela agência.

Economistas também alertam que, se o conflito continuar e as restrições de fornecimento se tornarem mais severas, os mercados poderão precificar níveis de até US$ 100 a US$ 150 por barril.

O cenário poderia agravar ainda mais a pressão inflacionária global e frear a recuperação econômica em algumas regiões, em meio a um ambiente geopolítico marcado por incertezas e riscos.

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