Petróleo rompe US$ 100 pela primeira vez em semanas sob ameaça de Trump
A decisão do governo de Donald Trump de ordenar à Marinha dos Estados Unidos (EUA) que bloqueie o acesso marítimo ao Irã pelo Estreito de Ormuz fez os preços do petróleo dispararem nesta segunda-feira, 13.
O anúncio foi feito pelo presidente no domingo, 12, após seis semanas de conflito aberto com o Irã e o fracasso de negociações para encerrar a guerra, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
O Comando Central dos EUA (Centcom) disse que a medida entra em vigor na manhã de hoje, com alcance sobre toda embarcação que entre ou saia de portos iranianos no Golfo Árabe e no Golfo de Omã.
Já a livre navegação em direção a portos de outros países não seria afetada. Mas a distinção, na prática, é de difícil fiscalização em uma das rotas marítimas mais movimentadas do planeta, indicaram relatos à agência.
Preços já antecipam o pior
Algumas variedades do petróleo bruto (crude) estão sendo negociadas em recordes históricos a cerca de US$ 150 o barril, com prêmios expressivos sobre os futuros, de acordo com dados consultados pela Reuters.
A analista Helima Croft, do RBC Capital Markets, avaliou à Reuters que uma convergência entre esses dois mercados pode ocorrer caso o bloqueio seja, de fato, posto em prática com embarcações militares.
Apesar disso, três superpetroleiros carregados cruzaram o canal no sábado, 12 — ao que tudo indica, as primeiras saídas do Golfo desde o início do cessar-fogo.
Cessar-fogo em xeque
A premissa central do cessar-fogo das hostilidades, segundo análise do banco SEB, era justamente a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego.
"O bloqueio anunciado pelos EUA representa uma admissão de que a premissa central do cessar-fogo (...) é insustentável por ora", avaliou o analista Erik Meyersson, da instituição, à Reuters.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã respondeu no domingo que qualquer embarcação militar que tentasse se aproximar da rota seria tratada como violação do cessar-fogo, com resposta "dura e decisiva".
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