PL e PSD ampliam bancadas na Alerj e aguardam Justiça para definir disputa no RJ
Após o fim da janela partidária, Eduardo Paes e Douglas Ruas consolidaram avanços de seus partidos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, mas ainda dependem de decisões da Justiça para definir os próximos passos na sucessão estadual.
Apesar do PL e aliados já formarem maioria na Assembleia, o grupo de Paes aposta que julgamentos no Supremo Tribunal Federal e na Justiça do Rio sobre regras eleitorais podem reequilibrar a disputa.
O PSD trabalha com cenários distintos: ganha competitividade caso a votação para a presidência da Alerj seja secreta ou se houver eleição direta para o governo-tampão.
Já o grupo de Ruas conta com o apoio de PL, União Brasil e PP, que somam 33 deputados — três a menos do necessário para eleger o presidente da Assembleia e, em caso de eleição indireta, definir o governador interino.
Pela linha sucessória, o comando do Executivo estadual depende diretamente da presidência da Alerj após a renúncia de Cláudio Castro. Atualmente, o cargo é ocupado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro.
PSD tenta reagir e ampliar alianças
O PSD ampliou sua bancada de seis para dez deputados e articula uma frente com PT, PCdoB, PSB, PDT e MDB, tentando alcançar ao menos 20 votos. Nomes como Rosenverg Reis e Vitor Junior são cotados para disputar a presidência da Casa.
Nos bastidores, aliados de Paes admitem que o ex-prefeito só entra competitivo se houver mudança nas regras da votação. O grupo também tenta evitar traições internas — já que, na eleição anulada anteriormente, deputados do próprio PSD votaram em Ruas.
A definição do cenário passa por decisões judiciais. A Justiça do Rio anulou uma eleição anterior para a presidência da Alerj vencida por Ruas, e uma nova votação deve ocorrer após a homologação da composição atualizada da Casa pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
Além disso, há ação em andamento para que a votação seja secreta — ponto considerado decisivo pelo PSD.
Com cinco deputados, o PSOL avalia lançar candidatura própria à presidência da Alerj. A estratégia de Paes é garantir ao menos apoio da sigla em um eventual segundo turno, o que pode ser determinante no desfecho da disputa.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: