Pobreza na Argentina recua 3,4% e atinge 28,2% da população no 2º semestre de 2025
A taxa de pobreza da Argentina atingiu 28,2% da população no segundo semestre de 2025, com recuo de 3,4% em relação ao semestre anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), nesta terça-feira, 31.
De acordo com relatório, a taxa de extrema pobreza ficou em 6,3% no mesmo período, uma queda de 0,6 ponto percentual na comparação semestral. O indicador representa o menor nível de pobreza desde o primeiro semestre de 2018, quando o índice era de 27,3%.
Na comparação anual, a taxa de pobreza recuou cerca de 9,9 pontos percentuais no segundo semestre de 2025, enquanto a extrema pobreza caiu 1,9 ponto percentual. Os dados refletem uma trajetória de redução após os picos registrados ao longo do ano anterior.
Os grupos mais afetados pela pobreza na Argentina
Entre os grupos etários, crianças e adolescentes de até 14 anos concentram os maiores índices, com 41,3% em situação de pobreza e 8,6% em extrema pobreza. Jovens de 15 a 29 anos aparecem na sequência, com taxas de 32,6% e 8,4%, respectivamente. Os dados indicam maior incidência de vulnerabilidade entre faixas etárias mais jovens.
A metodologia do Indec considera 31 centros urbanos, que reúnem cerca de 30 milhões de habitantes, de um total aproximado de 46,4 milhões no país. Entre as cidades analisadas, Concordia apresenta o maior índice de pobreza, com 49,9%, além de registrar níveis elevados de população sem acesso pleno a necessidades básicas.
No primeiro semestre de 2024, a taxa de pobreza atingiu 52,9%, o maior patamar desde 2003, em um contexto de inflação elevada e ajustes econômicos no início do governo de Javier Milei.
Efeitos da desaceleração da inflação
A desaceleração da inflação aparece como um dos fatores associados à queda recente dos indicadores, com a taxa passando de 117,8% em dezembro de 2024 para 31,5% em dezembro de 2025.
Apesar da redução, especialistas apontam que aspectos metodológicos podem influenciar os resultados divulgados, indicando a necessidade de análise complementar dos dados sobre pobreza e extrema pobreza no país.
#DatoINDEC En el 2° semestre de 2025, la pobreza alcanzó al 21,0% de los hogares en el que residen el 28,2% de las personas que releva la Encuesta Permanente de Hogares (EPH) en 31 aglomerados urbanos https://t.co/7ggyhLa7VK pic.twitter.com/i6RGbqTIA0
— INDEC Argentina (@INDECArgentina) March 31, 2026
A divulgação ocorre em um contexto de pressão sobre o presidente Javier Milei, que enfrenta desafios relacionados à condução da economia. Apesar do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, a expansão se concentrou em setores específicos, sem reflexo amplo no consumo[/grifar].
Indicadores recentes apontam que o nível de consumo segue baixo no país, enquanto a taxa de desemprego alcança o maior patamar desde a pandemia de Covid-19, sinalizando fragilidade no mercado de trabalho.
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