Por que a guerra no Irã pode inflar 'bolha da IA', segundo o Wells Fargo
Para o Wells Fargo, a guerra no Irã acrescentou uma nova camada de pressão ao mercado — e acabou reforçando a corrida dos investidores por ações ligadas à inteligência artificial (IA).
Em nota enviada a clientes, analistas do banco afirmaram que o fechamento do Estreito de Ormuz contribuiu para manter o capital concentrado em IA, em um momento de maior preocupação com petróleo, inflação, juros e crescimento econômico.
A avaliação do banco é que a IA já apresenta sinais de bolha, mas isso não significa que o movimento esteja perto de acabar. Pelo contrário: para os economistas, enquanto os riscos macroeconômicos limitam outras apostas em bolsa, a tese de crescimento da tecnologia continua atraindo investidores.
"Haverá um ponto de ruptura, mas até lá, um estreito fechado alimenta, na nossa visão, a negociação da bolha de IA", disseram os analistas em nota de 12 de maio. "Você não pode investir em nada além de IA — é assim que uma bolha se forma", afirmaram.
Em relatório mais recente, o Wells Fargo voltou ao tema e disse acreditar que o fechamento do Estreito de Ormuz ajudou a sustentar a alta das ações de IA nas últimas semanas.
Segundo o banco, em meio às preocupações macroeconômicas, investidores em busca de crescimento ficaram com poucas alternativas fora da tecnologia.
"Esperamos um potencial de queda limitado até que o crescimento desacelere, a inflação subjacente acelere significativamente ou a guerra se transforme em uma guerra aberta", afirmaram os analistas. "Não lute contra a tendência. Invista em IA", disseram.
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