Por que esse CEO agradece pelo investimento que quase destruiu sua carreira nos anos 80

Por Da Redação 12 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Por que esse CEO agradece pelo investimento que quase destruiu sua carreira nos anos 80

No mundo da alta gestão, existe um rito de passagem silencioso: o erro multimilionário. Para Stephen A. Schwarzman, cofundador e CEO da Blackstone, esse momento ocorreu em meados da década de 1980 com a Edgcomb Steel.

O que parecia o fim de uma reputação foi, na verdade, a base para a construção de um patrimônio atual de US$ 47,4 bilhões.

"Cometi um erro e, basicamente, perdemos o valor do nosso investimento inicial", relembrou Schwarzman. O episódio, que o levou ao limite emocional após ser duramente cobrado por um investidor, forçou uma reestruturação completa na Blackstone.

"Os contratempos são terríveis, mas também são ótimos professores", resume o executivo. A partir daquela derrota, a gigante de ativos mudou todos os seus processos de debate e comitês de investimento.

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O custo da inovação: billions in failures

Schwarzman não está sozinho nessa trilha de aprendizado por meio do prejuízo. O ecossistema de tecnologia, em especial, encara o fracasso como um indicador de que a empresa está arriscando o suficiente.

Jeff Bezos (Amazon): O fundador da gigante de US$ 4,3 trilhões é enfático ao dizer que já ganhou bilhões de dólares com fracassos. O Fire Phone e diversos sites de leilão mal-sucedidos são exemplos de apostas que não vingaram, mas que mantiveram o músculo da experimentação ativo. "Empresas que não abraçam o fracasso acabam em uma situação desesperadora", afirma Bezos.

Sam Altman (OpenAI): Em 2025, o lançamento do GPT-5 enfrentou turbulências severas que forçaram o retorno temporário ao modelo anterior. "Aprendemos uma lição sobre o que significa atualizar um produto para centenas de milhões de pessoas em um único dia", admitiu Altman, reforçando que mesmo na fronteira da IA, o erro é uma variável constante.

Para Brad Smith, ex-CEO da Intuit, um erro de US$ 40 milhões em um modelo de e-commerce quase custou seu cargo — ou assim ele pensava. Ao assumir a falha diante do conselho, recebeu um conselho que moldou sua década de liderança: "Prefiro os erros de entusiasmo à indiferença da sabedoria".

Essa filosofia ecoa a mentalidade do "falhar rápido e aprender" (mantra também adotado por líderes brasileiros como Raphael Bozza, do iFood). O prejuízo financeiro é visto como uma "mensalidade" paga à escola do mercado.

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