Por que o dono da 'Choquei' foi preso em operação da PF?
Raphael Sousa Oliveira, dono da página de notícias e fofocas "Choquei" foi preso nesta quarta-feira, 15, pela Polícia Federal em um condomínio de luxo em Goiânia.
A prisão aconteceu durante a Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no Brasil e no exterior.
Também foram presos os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.
Por que o dono da 'Choquei' foi preso?
Segundo a Polícia Federal, Raphael é suspeito de ter recebido altos montantes do esquema criminoso para publicar conteúdos favoráveis aos cantores envolvidos e a plataformas de apostas. O blogueiro seria o "operador de mídia" da organização.
Após a prisão, o suspeito prestou depoimento na sede da PF em Goiânia por cerca de uma hora. Segundo a CNN, ele declarou que fatura R$ 400 mil por mês com a página de forma legalizada.
A defesa do blogueiro afirmou à TV Anhanguera que não sabe quais são as acusações contra seu cliente e que a única relação da "Choquei" com os MCs é profissional.
Agora, ele segue detido na PF mas será transferido para um presídio na capital de Goiás.
Quem é Raphael Sousa Oliveira, dono da 'Choquei'?
A página de notícias e fofocas "Choquei" já acumula mais de 27 milhões de seguidores no Instagram e é uma das maiores do Brasil. A conta é conhecida por publicar conteúdos sobre bastidores de novelas, reality shows e outros programas televisivos, além da vida pessoal de celebridades.
A "Choquei" tem mais de 73 mil publicações e é embaixadora de uma plataforma de apostas online.
Em sua conta pessoal, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, tem mais de 1,4 milhão de seguidores e costuma publicar conteúdos sobre seu trabalho e sua vida pessoal, com muito conforto e viagens ao redor do mundo.
Raphael é dono das duas empresas ligadas à página, ambas com sede em Goiânia, segundo a Receita Federal.
O que é a Operação Narco Fluxo?
A operação tem como alvo uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores. As investigações apontam que o grupo utilizava operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.
A ação é um desdobramento de apurações anteriores que já indicavam a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais. Ao todo, cerca de 200 policiais federais cumprem 90 mandados judiciais, entre buscas e apreensões e prisões temporárias, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos.
Os mandados são cumpridos em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. A operação conta com apoio da Polícia Militar de São Paulo.
Também foram determinadas medidas para bloqueio de bens e restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades do grupo e preservar recursos para eventual ressarcimento.
Durante as ações, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, que devem auxiliar no avanço das investigações.
Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
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