Por que o Haiti pode ser 'dor de cabeça' para o Brasil na Copa do Mundo?

Por Gabriella Brizotti 16 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Por que o Haiti pode ser 'dor de cabeça' para o Brasil na Copa do Mundo?

À primeira vista, o Haiti parece ser o adversário mais acessível do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. No entanto, a estreia diante da Escócia mostrou uma equipe capaz de criar dificuldades para rivais mais tradicionais.

Apesar da derrota por 1 a 0, os haitianos produziram bastante, tiveram maior volume ofensivo em diversos momentos da partida e deixaram sinais de alerta para o Brasil.

Velocidade pelos lados pode ser problema

Se houve um aspecto que chamou atenção na atuação haitiana, foi a capacidade de acelerar o jogo pelos corredores. A equipe utiliza pontas rápidos e busca constantemente atacar os espaços nas laterais do campo, seja em transições rápidas ou em lançamentos longos.

Essa característica pode incomodar uma seleção brasileira que ainda busca estabilidade defensiva por esse setor do campo. Contra Marrocos, o Brasil sofreu em diversos momentos quando os adversários conseguiram atacar os espaços entre os zagueiros e os laterais. O primeiro gol marroquino nasceu justamente de uma jogada de velocidade e infiltração, aproveitando uma desorganização defensiva.

Além disso, o Brasil também sofreu a perda do lateral-direito Wesley. Lesionado, o atleta foi cortado da lista. O volante Ederson foi convocado para seu lugar. Contra Marrocos, o zagueiro Ibañez foi titular pelo lado direito do campo, de forma improvisada. Na segunda etapa, Ancelotti optou pela entrada de Danilo.

Já os haitianos contam com o lateral-esquerdo Martin Experience que fez boa partida contra a Escócia, o que pode ser um grande problema ao Brasil.

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Jogo aéreo é arma importante

Outro ponto que merece atenção é a força física dos haitianos. Diferentemente de outras seleções enfrentadas recentemente pelo Brasil, o Haiti tem um jogo muito voltado para cruzamentos e bolas levantadas na área.

O principal nome nesse quesito é Frantzdy Pierrot. O centroavante atua como referência ofensiva, disputa praticamente todas as bolas aéreas e representa uma ameaça constante em cruzamentos e escanteios.

Embora Marquinhos e Gabriel Magalhães sejam fortes nesse tipo de disputa, a seleção brasileira ainda não enfrentou recentemente um adversário tão focado em explorar o centroavante dentro da área.

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Um adversário sem pressão

Outro fator que pode tornar o confronto perigoso é o contexto da partida. Depois da derrota para a Escócia, o Haiti sabe que precisa pontuar para continuar sonhando com a classificação.

Isso significa uma equipe mais agressiva e disposta a correr riscos. Sem o peso do favoritismo e com pouco a perder, os haitianos podem adotar uma postura ofensiva, pressionando em determinados momentos e acelerando as transições sempre que recuperarem a posse de bola.

O favoritismo continua sendo brasileiro, mas a estreia do Haiti mostrou uma seleção mais organizada do que muitos imaginavam antes do torneio.

Se quiser evitar surpresas, o Brasil precisará controlar melhor os espaços pelos lados do campo, impedir cruzamentos em direção a Pierrot e evitar perdas de bola que gerem contra-ataques rápidos.

A Escócia venceu porque conseguiu ser eficiente nas poucas chances que criou. O Haiti, porém, demonstrou que tem velocidade, intensidade e recursos suficientes para transformar qualquer desatenção defensiva em perigo real. Em uma Copa do Mundo, isso costuma ser mais do que suficiente para preocupar qualquer favorito.

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