Por que os CEOs estão voltando para a sala de aula para aprender IA

Por Denise Gabrielle 27 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Por que os CEOs estão voltando para a sala de aula para aprender IA

A inteligência artificial deixou de ser uma pauta exclusiva dos departamentos de tecnologia. Em escolas de negócios, cursos executivos e programas voltados para lideranças, cresce a procura de CEOs, conselheiros e executivos C-level interessados em entender como a IA muda a estratégia, os processos e o papel das pessoas dentro das empresas.

Da transformação digital para a inteligência artificial

No MIT Sloan Executive Education, o primeiro curso focado em inteligência artificial foi lançado em 2017. Naquele momento, o tema aparecia principalmente como parte da transformação digital das empresas. Hoje, o cenário é outro.

egundo a instituição, a demanda deixou de ser por uma introdução ao assunto e passou a incluir temas específicos, como agentes de IA, robótica, adoção em larga escala, governança, ética e impactos sobre a força de trabalho.

O objetivo dos executivos já não é descobrir o que é inteligência artificial, mas entender como aplicá-la de forma estratégica.

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O líder não precisa ser programador

Ao contrário do que muitos imaginam, os cursos executivos não pretendem formar especialistas em programação ou machine learning.

Segundo o MIT Sloan, a prioridade é desenvolver líderes capazes de compreender como a IA altera modelos de negócio, influencia decisões e transforma a gestão de pessoas.

A mudança também representa uma nova forma de pensar a liderança. Em vez de aprofundar aspectos técnicos, os programas discutem como conduzir equipes durante a adoção da tecnologia, como equilibrar inovação e riscos e quais competências serão mais importantes em organizações cada vez mais automatizadas.

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A IA saiu da TI e chegou à presidência

Durante muitos anos, projetos tecnológicos eram conduzidos principalmente pelos departamentos de TI. Agora, esse movimento começa na alta liderança.

O MIT Sloan observa que executivos buscam entender melhor as recomendações feitas por suas equipes técnicas para tomar decisões mais conscientes sobre investimentos, segurança da informação, propriedade intelectual e uso responsável da inteligência artificial.

Essa mudança também cria novos desafios. Enquanto líderes pressionam por inovação, as áreas de tecnologia precisam equilibrar velocidade com questões como proteção de dados, conformidade regulatória e riscos operacionais.

Empresas ainda estão aprendendo a escalar a IA

Embora a inteligência artificial esteja presente em grande parte das organizações, a adoção ainda ocorre de forma desigual.

Segundo a pesquisa The State of AI 2025, da McKinsey, 88% das empresas já utilizam IA em pelo menos uma função de negócio.

No entanto, cerca de dois terços ainda permanecem em fases de experimentação ou projetos-piloto, sem expandir a tecnologia para toda a organização.

O levantamento também mostra que apenas um grupo reduzido consegue capturar ganhos financeiros relevantes com IA.

Essas empresas têm algumas características em comum: redesenham processos internos, investem em treinamento, estabelecem mecanismos de validação humana e contam com forte envolvimento da alta liderança.

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Aprender IA virou competência de gestão

Outro dado chama atenção. As organizações que obtêm melhores resultados não utilizam inteligência artificial apenas para reduzir custos.

Segundo a McKinsey, elas também adotam a tecnologia para acelerar inovação, desenvolver novos produtos e impulsionar crescimento.

Nesse contexto, cresce a percepção de que compreender inteligência artificial passou a fazer parte das competências essenciais de um CEO.

A tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta operacional para se tornar um tema de estratégia corporativa.

Por isso, voltar à sala de aula não significa acompanhar uma tendência passageira. Para muitos líderes, trata-se de desenvolver repertório suficiente para tomar decisões em um cenário no qual a inteligência artificial influencia investimentos, estrutura organizacional, competitividade e o futuro do trabalho.

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