Premiê do Reino anuncia navio de guerra e helicópteros ao Chipre para 'esforço defensivo'

Por Mateus Omena 4 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Premiê do Reino anuncia navio de guerra e helicópteros ao Chipre para 'esforço defensivo'

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou nesta terça-feira, 3, que enviará helicópteros e navios de guerra para o Chipre, onde está situada uma base britânica.

O anúncio foi feito como parte de um "esforço defensivo" voltado à proteção dos militares do Reino Unido estacionados na ilha. A manifestação ocorreu por meio da rede social X, no perfil oficial do chefe de governo.

The UK is fully committed to the security of Cyprus and British military personnel based there.

We’re continuing our defensive operations and I've just spoken with the President of Cyprus to let him know that we are sending helicopters with counter drone capabilities and HMS… pic.twitter.com/0tsZb4dG2i

— Keir Starmer (@Keir_Starmer) March 3, 2026

O porta-voz do premiê, David Pares, já havia comunicado anteriormente que o Reino Unido deslocou "um nível significativo de capacidade defensiva" para o território cipriota.

"Creio que já detalhamos diversas vezes os ativos e capacidades que mobilizamos defensivamente para a região. Isso inclui sistemas de radar, defesa aérea e jatos F-35. Trata-se de um nível significativo de capacidade defensiva para nossas bases em Chipre".

Divergências com os EUA

As medidas ocorrem após uma das bases britânicas no Chipre, cedida aos Estados Unidos para ataque às instalações de mísseis do Irã, ter sido atingida por bombardeios iranianos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira, em entrevista ao jornal britânico The Sun, que as relações entre Washington e Londres "já não são mais as mesmas". A fala foi publicada dias depois do episódio envolvendo a base utilizada pelos americanos.

Apesar de autorizar o uso de uma instalação militar pelos EUA, o governo britânico reiterava que a finalidade deveria ser defensiva. O posicionamento de Keir Starmer incluiu a afirmação de que o Reino Unido não participará de "ações ofensivas contra o Irã".

"O Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região", indicou o premiê.

Na mesma entrevista, Donald Trump mencionou negociações bilaterais sobre o acesso às bases e afirmou que Starmer "não tem cooperado" com os objetivos americanos. O presidente dos EUA acrescentou que países como Alemanha e França — que anunciou recentemente o aumento de seu arsenal nuclear — mantêm relações "muito fortes" com Washington.

Na segunda-feira, Trump também criticou o primeiro-ministro britânico ao afirmar que ele "demorou muito tempo" para autorizar o uso da base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico.

Irã desaconselha a entrada de países europeus

Nesta terça-feira, o governo iraniano reagiu às declarações de Alemanha, França e Reino Unido, que indicaram em comunicado a possibilidade de adotar medidas defensivas e neutralizar ataques de mísseis iranianos. Em resposta, Teerã advertiu contra a participação de países europeus no conflito envolvendo Estados Unidos e Israel.

"Seria um ato de guerra. Qualquer ato do tipo contra o Irã seria considerado cumplicidade com os agressores. Seria considerado um ato de guerra contra o Irã", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, ao comentar a posição dos três governos europeus.

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