Previsão de tempo para julho: frio, chuva e picos de calor marcam o mês mais seco do ano

Por Diandra Guedes 1 de Julho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Previsão de tempo para julho: frio, chuva e picos de calor marcam o mês mais seco do ano

O mês de julho começou nesta quarta-feira (1º) com um cenário de contrastes no país: chuva forte e risco de temporais no Sul, tempo seco em boa parte do Sudeste e do Centro-Oeste, e uma nova queda nas temperaturas a caminho.

Uma massa de ar polar deve avançar pelo Centro-Sul entre quinta-feira (2) e sexta-feira (3), derrubando os termômetros principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde há previsão de marcas abaixo de 0°C nas áreas mais elevadas, além de geada ampla e possibilidade de chuva congelada nas serras gaúcha e catarinense.

Apesar do frio no início do mês, a previsão para julho como um todo não é de temperaturas baixas o tempo inteiro.

O país deve conviver com uma combinação de frentes frias recorrentes no Sul e picos de calor mais intensos em outras regiões, especialmente perto do fim do mês.

Segundo a Climatempo, esse novo pulso de ar frio não repete a intensidade da onda registrada na segunda metade de junho, mas é suficiente para deixar madrugadas geladas e reduzir as temperaturas nas tardes de parte do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste.

Quando e onde chove?

A chuva deve se concentrar principalmente no Sul do país ao longo de julho, com volumes acima da média histórica para o mês.

As áreas mais afetadas são o oeste e o sul do Paraná, o centro-oeste de Santa Catarina e o noroeste do Rio Grande do Sul, regiões onde a expectativa é de mais episódios de chuva intensa e volumosa do que os registrados em junho, inclusive com a formação de novos ciclones extratropicais na fronteira entre o Sul do Brasil, a Argentina e o Paraguai.

Já nesta quarta-feira, a chuva se espalha pelo oeste, sul e sudoeste do Paraná, por grande parte de Santa Catarina e pelo norte e litoral do Rio Grande do Sul, com pancadas fortes, raios e rajadas de vento.

Os maiores acumulados são esperados no sul catarinense e no norte e noroeste gaúcho, puxados por uma área de baixa pressão que se forma entre o Paraguai e o norte da Argentina.

O excesso de chuva também deve alcançar áreas fora do Sul: Mato Grosso do Sul, partes do oeste, centro, sul e leste de São Paulo, trechos do sul de Minas Gerais, da Zona da Mata mineira e do centro-sul do Rio de Janeiro devem receber volumes acima do normal para a época.

No Norte, o contraste entre o calor predominante e a passagem de frentes frias pelo interior deve gerar chuva acima da média em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas.

Na outra ponta, a costa leste do Nordeste e o extremo norte do país, que engloba o norte do Pará, o Amapá, o norte do Amazonas e Roraima, devem ter julho mais seco do que o habitual, embora episódios isolados de chuva forte ainda possam ocorrer nessas áreas.

Enquanto o Sul segue mais chuvoso e com temperaturas um pouco abaixo do normal, o restante do país terá períodos de calor acima da média ao longo de julho.

A expectativa é de picos de calor mais fortes no fim do mês no Norte, no Centro-Oeste, no interior do Nordeste e em parte do Sudeste, com temperaturas mais elevadas principalmente no Distrito Federal e em áreas de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins e do interior nordestino.

Por que está chovendo no inverno?

Embora o inverno seja associado ao tempo seco em boa parte do Brasil, sobretudo no Sudeste e no Centro-Oeste, o Sul do país tem uma dinâmica diferente: é justamente nessa época do ano que a região costuma registrar mais chuva, por causa da atuação mais frequente das frentes frias.

Isso acontece porque, no inverno, massas de ar polar vindas do sul do continente avançam com mais força sobre a América do Sul.

Quando esse ar frio e seco encontra o ar mais quente e úmido que ainda circula sobre o Sul do Brasil, forma-se uma frente fria .

Essa zona de instabilidade é responsável por boa parte da chuva, dos temporais e das quedas bruscas de temperatura da estação.

Quanto mais frequente a passagem dessas frentes, maior tende a ser o volume de chuva acumulado na região.

É esse mecanismo que explica o cenário de julho: a insistência das massas polares e das frentes frias no Centro-Sul do país favorece tanto o frio mais intenso, com risco de geada e até chuva congelada nas serras gaúcha e catarinense.

Já em áreas mais distantes da atuação direta dessas frentes, como o Sudeste, o Centro-Oeste e o Norte, o padrão típico de inverno seco tende a prevalecer, intercalado com períodos de calor mais intenso quando o ar frio perde força.

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