Quais são os maiores atacarejos de Santa Catarina? Veja quanto eles faturam
Santa Catarina tem uma posição singular no mapa do atacarejo brasileiro. O estado abriga três redes entre as 23 maiores do país — e uma delas, o Grupo Pereira, nasceu e tem sua base de operações em SC, embora a sede fiscal seja em São Paulo.
Em 2025, o atacarejo foi o canal com maior crescimento no varejo alimentar, 8,8% segundo a NielsenIQ, e as redes catarinenses fazem parte desse avanço.
O ranking ABAAS 2026, divulgado em março deste ano pela NielsenIQ em parceria com a Associação Brasileira de Atacadistas e Supermercadistas, reúne dados de faturamento de 2025 das 24 maiores redes do setor. Santa Catarina aparece com três representantes: o Grupo Pereira, o Grupo Koch e o Mundialmix. Juntos, eles somam mais de 33 bilhões de reais em faturamento.
Como foi o setor de atacarejo
O setor como um todo faturou 360 bilhões de reais em 2025, crescimento de 11% sobre 2024, e emprega 431 mil pessoas diretamente. O atacarejo atingiu em 2025 o recorde de penetração nos lares brasileiros: 76% das famílias compraram no canal ao longo do ano, ante 69% em 2022. A frequência de compra também bateu recorde — 22 visitas por ano, mais do que qualquer outro formato.
O estado, porém, enfrenta o mesmo dilema que pressiona o setor nacional. O diferencial de preços entre o atacarejo e o supermercado tradicional está caindo. Em dezembro de 2025, o índice de competitividade atingiu o pior nível dos últimos dois anos. Para as redes catarinenses, que operam em um mercado com consumidor exigente e renda relativamente mais alta, manter a percepção de preço baixo — o principal atributo que leva o shopper ao canal — é o desafio central de 2026.
Quais são os maiores atacarejos de Santa Catarina
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