Qual é o salário de Jimmy Kimmel, apresentador que teve demissão solicitada por Trump e Melania?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou nesta segunda-feira, 27, as críticas direcionadas ao apresentador Jimmy Kimmel e solicitou que a rede ABC, controlada pela Disney, interrompa o vínculo com o humorista. A manifestação ocorre após declarações públicas de Melania Trump sobre o episódio.
A reação foi desencadeada por um comentário feito por Kimmel durante um monólogo em seu programa noturno, no qual ele descreveu Melania como uma “futura viúva”. A fala ocorreu dois dias antes de um jantar em Washington com correspondentes da Casa Branca, evento que terminou com disparos após uma invasão. A declaração gerou repercussão entre apoiadores do presidente.
Trump utilizou a plataforma Truth Social para defender a demissão do apresentador, retomando críticas feitas anteriormente por Melania e classificando o conteúdo exibido como "desprezível apelo à violência". A primeira-dama afirmou que o apresentador utiliza linguagem “odiosa e violenta” ao se referir a episódios recentes.
"Um dia depois, um lunático tentou entrar no salão do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, carregando uma espingarda, uma pistola e várias facas. Ele estava lá por uma razão muito óbvia e sinistra. Agradeço que tantas pessoas estejam indignadas com o desprezível incentivo à violência feito por Kimmel e, normalmente, eu não reagiria a nada do que ele dissesse, mas isso está muito além de qualquer limite", escreveu o presidente.
Melania também publicou nas redes sociais e direcionou a cobrança à emissora:
"Já passou da hora de a ABC tomar uma posição", afirmou.
Até a última atualização, a ABC não havia divulgado posicionamento oficial. A relação entre Trump e Kimmel é recorrente no cenário midiático dos Estados Unidos, com críticas frequentes feitas pelo apresentador e respostas públicas do presidente. O embate reflete uma dinâmica contínua entre figuras políticas e programas de entretenimento televisivo.
Histórico de conflitos entre Kimmel e aliados de Trump
O episódio ocorre após um histórico recente envolvendo o programa Jimmy Kimmel Live!. Em setembro de 2025, a atração foi suspensa por quase uma semana após decisão da Disney. O movimento ocorreu depois que empresas como Nexstar Media Group e Sinclair Broadcast Group, responsáveis por afiliadas da ABC, deixaram de transmitir o conteúdo.
A suspensão foi motivada por uma piada relacionada ao suspeito do assassinato de Charlie Kirk. Após a reversão da decisão pela Disney, afiliadas mantiveram o veto ao programa.
Durante o monólogo exibido em 15 de setembro, Kimmel mencionou o movimento MAGA, Make America Great Again, e criticou a forma como aliados de Trump abordaram o caso. O ativista foi morto em 10 de setembro durante um evento na Universidade do Vale de Utah, com a prisão do suspeito anunciada três dias depois.
"Chegamos a novos patamares de baixaria no fim de semana, com a gangue MAGA tentando retratar esse garoto que matou o Charlie Kirk como qualquer coisa que não seja um dos deles", ironizou Kimmel na ocasião.
No retorno à televisão, o apresentador foi recebido por aplausos e manifestações do público. Em sua fala inicial, mencionou o episódio recente e agradeceu o apoio recebido, incluindo manifestações de figuras como Ted Cruz, Ben Shapiro e Candace Owens.
Kimmel afirmou que não teve intenção de ironizar a morte de um jovem e reconheceu que o comentário poderia ser interpretado como "inoportuno ou confuso". Ele também declarou que o crime foi cometido por "um homem doente que acreditava que a violência era uma solução".
Ao abordar a suspensão, o apresentador afirmou:
"Nosso governo não pode controlar o que dizemos ou deixamos de dizer na televisão. Isso não é legal, não é americano. É antiamericano".
Quanto é o salário de Jimmy Kimmel?
Desde 2003, o comediante Jimmy Kimmel trabalha na ABC, rede de televisão onde é transmitido o seu programa de auditório "Jimmy Kimmel Live!". O salário do apresentador equivale a US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 80 milhões), segundo informações da revista Forbes.
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