Quanto custa uma decisão errada? Os erros mais comuns de gestores sem formação financeira
Toda decisão de gestão tem um preço. Contratar, investir, precificar, expandir, cortar: cada escolha carrega consequências financeiras que nem sempre são visíveis para quem não domina os números. Em mercados com margens cada vez mais estreitas, essa lacuna pode transformar uma decisão razoável em um erro silencioso em que os efeitos só aparecem quando o estrago já está feito.
Crescer pode ser um problema
O equívoco mais frequente entre gestores sem formação financeira é confundir crescimento com saúde. Aumentar o faturamento é importante, mas crescer sem controle de fluxo de caixa, custos e necessidade de capital pode gerar uma armadilha perigosa.
Não são raras as empresas que vendem mais e pagam menos, porque vender não é o mesmo que gerar caixa. Sem leitura adequada dos indicadores, gestores ampliam equipes, aceleram investimentos e expandem operações sem perceber os riscos que estão assumindo. O mesmo erro aparece na precificação: decisões tomadas com foco em volume ou participação de mercado, ignorando margens, custos indiretos e retorno sobre o capital.
Investimentos mal analisados destroem valor
Projetos de expansão, aquisição de equipamentos, entrada em novos mercados e operações de M&A exigem mais do que intuição ou experiência operacional. Sem compreender custo de capital, retorno sobre investimento e geração de valor, um gestor pode aprovar iniciativas que parecem promissoras, mas que corroem o patrimônio da empresa ao longo do tempo.
O mesmo vale para a captação de recursos: escolher a linha de crédito errada ou estruturar mal uma operação financeira pode aumentar custos, comprometer liquidez e limitar o crescimento futuro de formas que só ficam evidentes anos depois.
Finanças deixaram de ser território exclusivo do CFO
Durante décadas, o conhecimento financeiro foi tratado como competência restrita às áreas de finanças. Isso mudou. CEOs, diretores, conselheiros e líderes de todas as áreas são hoje cobrados por decisões com impacto direto nos resultados. E a velocidade dos mercados, a transformação digital e o aumento da complexidade regulatória tornaram essa exigência ainda mais aguda.
Mais do que ler relatórios, os executivos precisam interpretar números, avaliar riscos e identificar oportunidades de criação de valor. Essa competência deixou de ser um diferencial. Para quem ocupa posições de liderança, tornou-se requisito.
Investimento em capacitação
Foi para preencher essa lacuna que a Saint Paul criou o FECC One-Day Edition — Finanças Estratégicas para Executivos, C-Levels e Conselheiros.
Em um único dia, executivos que não vieram de finanças têm contato com os temas que definem autoridade no alto escalão: finanças corporativas, mercado financeiro, captação de recursos, valuation, M&A, geração de valor e reforma tributária.
A imersão acontece na nova sede Exame | Saint Paul, na Rua da Consolação, em São Paulo, no dia 25 de junho de 2026. A proposta é reunir uma sala curada, com executivos seniores, donos de empresa e conselheiros que têm algo em comum: decisões com impacto financeiro relevante.
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