Quem é a brasileira de 29 anos que estreou na Forbes com fortuna de R$ 6 bilhões
A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, entrou pela primeira vez na lista de bilionários da revista americana Forbes após a startup Kalshi ser avaliada em US$ 11 bilhões no final de 2025.
Cofundadora da plataforma de prediction markets, mercados de previsão que permitem negociar contratos sobre eventos futuros, a executiva agora figura entre as mulheres mais jovens do mundo a atingir patrimônio bilionário.
Segundo a revista americana, a fortuna estimada de Lara chega a US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões). Ela também se tornou a mulher bilionária self-made mais jovem do mundo na atual edição do ranking, ultrapassando nomes que ocupavam esse posto em anos anteriores.
A entrada no ranking ocorre após uma rodada Série E de financiamento que levantou US$ 1 bilhão para a Kalshi, dobrando o valor de mercado da empresa. O aporte foi liderado por fundos de capital de risco como Paradigm, Sequoia Capital e Andreessen Horowitz.
Fundada em 2018 por Lara e o libanês Tarek Mansour, a Kalshi opera como uma espécie de bolsa de contratos sobre acontecimentos futuros — desde eleições e recessões econômicas até resultados esportivos ou premiações do entretenimento.
Na prática, os usuários compram contratos de “sim” ou “não” sobre eventos mensuráveis, cujo preço varia entre US$ 0 e US$ 1 conforme a probabilidade atribuída pelo mercado. Se o evento ocorre, o contrato paga US$ 1; caso contrário, vale zero.
Diferentemente de plataformas tradicionais de apostas, a empresa argumenta que funciona como um mercado financeiro regulado. A Kalshi possui autorização da CFTC, órgão regulador de derivativos nos Estados Unidos.
Mercado de previsões: imagem mostra exemplo de perguntas feitas na plataforma Kalshi
De bailarina no Bolshoi a fundadora bilionária
A trajetória de Lara mistura artes e matemática. Nascida em Joinville (SC), ela estudou balé na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil ainda adolescente, enquanto acumulava prêmios acadêmicos em olimpíadas científicas.
O desempenho em matemática e ciência a levou ao MIT, o Massachusetts Institute of Technology, onde se formou em Ciência da Computação e Matemática. Foi na universidade que conheceu Mansour, futuro sócio.
Antes de fundar a startup, Lara trabalhou em algumas das principais mesas de investimento quantitativo de Wall Street, incluindo passagens por Citadel, Bridgewater e Five Rings Capital.
A Kalshi nasceu em 2018 com a proposta de transformar previsões econômicas e políticas em ativos negociáveis. Hoje, a empresa movimenta bilhões em contratos ligados a temas que vão de inflação e política monetária a esportes e entretenimento.
Perguntas na Kalshi: imagem na tela mostra o desempenho de algumas apostas da plataforma
Bolsa ou aposta?
O avanço do negócio ocorre em meio a um debate regulatório crescente nos Estados Unidos. Autoridades estaduais discutem se plataformas como a Kalshi devem ser tratadas como mercados financeiros ou como apostas.
Recentemente, a empresa enfrentou uma decisão judicial que determinou que algumas operações devem seguir regras da comissão de jogos do estado de Nevada — interpretação que a companhia contesta.
Apesar das incertezas jurídicas, a startup prepara novos produtos e parcerias com instituições financeiras, além de estudar expansão internacional.
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