R$ 6 bi e 10 prédios: veja detalhes da nova sede do governo de SP
Com investimento estimado em R$ 6 bilhões, o novo centro administrativo do governo de São Paulo reunirá 10 torres e cerca de 420 mil metros quadrados de área construída na região dos Campos Elíseos.
O projeto será executado pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro, vencedor do leilão da PPP realizado na B3.
O complexo concentrará aproximadamente 22 mil servidores estaduais hoje distribuídos em mais de 40 endereços.
A modelagem foi estruturada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), com apoio técnico da Companhia Paulista de Parcerias (CPP), dentro de um contrato de 30 anos.
O consórcio ofereceu 9,62% de desconto sobre a contraprestação mensal de R$ 76,6 milhões. Ao longo das três décadas de concessão, o custo operacional estimado (Opex) é de aproximadamente R$ 10 bilhões.
A concessionária será responsável pela operação e manutenção do complexo durante todo o contrato, incluindo segurança patrimonial, vigilância eletrônica, portaria, controle de acesso, limpeza predial, controle de pragas, conservação de áreas verdes, fornecimento e gestão de utilidades (água, esgoto, energia elétrica e GLP), coleta interna de resíduos, manutenção das edificações e gestão dos estacionamentos e das áreas brutas locáveis (ABL).
Dimensão e estrutura do complexo
O projeto arquitetônico prevê:
O plano inclui o restauro de 17 imóveis tombados e ampliação superior a 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel. Estão previstos ainda 25 mil metros quadrados destinados a comércio e serviços.
Novo terminal de ônibus substituirá o Princesa Isabel
O projeto prevê a construção de um novo terminal de ônibus no centro da capital, que substituirá o tradicional Terminal Princesa Isabel. A área foi doada ao Governo de São Paulo por meio da Lei nº 18.176, promulgada em 25 de julho de 2024.
O novo equipamento ficará próximo ao complexo estadual nos Campos Elíseos e ao túnel da CPTM atualmente em construção na Avenida Cásper Líbero. Segundo o governo, a concessionária terá obrigação contratual de realizar estudos voltados à melhoria da mobilidade e do tráfego no entorno.
De acordo com a Companhia Paulista de Parcerias, os usuários não precisarão de conexão especial para acessar a rede de transporte público, já que o terminal terá acesso direto pela calçada.
Cronograma em cinco anos
O cronograma do projeto está dividido em etapas ao longo de cinco anos, contados a partir da assinatura do contrato de concessão.
Nessa fase inicial estão previstas a constituição da SPE, elaboração dos planos da concessão, desenvolvimento dos projetos básico e executivo, obtenção das licenças e início das obras do novo terminal de ônibus e do edifício dos Correios, além do avanço das desapropriações.
No segundo ano, a previsão é de entrega dos estudos e projetos executivos, conclusão das desapropriações e término do reassentamento.
A partir do terceiro ano, começam as obras das quadras 24 e 25 e da urbanização da praça, além das intervenções nas quadras 34, 46, 48 e 52. No quarto ano, devem ser entregues as quadras 24 e 25 e a área de urbanização. No quinto ano, ocorre a entrega das quadras 34, 46, 48 e 52.
O prazo estimado para conclusão das obras principais é de aproximadamente três anos após o início da fase de construção. A entrega completa do complexo está prevista até 2031, segundo o contrato da PPP.
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