Recorde histórico e vaga nas oitavas: os presentes de aniversário de Messi
Capitão da Argentina, Lionel Messi marcou os três gols da vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, na estreia da Seleção na Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Com o resultado, o atacante do Inter Miami chegou a 16 gols em Mundiais, igualando o alemão Miroslav Klose no topo da lista de maiores artilheiros da história do torneio, e deixou a Albiceleste muito perto da classificação.
Messi pode confirmar o recorde isolado já na próxima partida, contra a Áustria, nesta segunda-feira, em Dallas. O confronto também marca a véspera do aniversário do jogador, que completa 39 anos na quarta-feira.
Na artilharia geral da competição, o francês Kylian Mbappé, 11 anos mais jovem que o argentino, aparece logo atrás, com 14 gols.
Preocupação com a saúde do pai
A boa fase em campo contrasta com um momento delicado fora dele. A família de Messi confirmou na última quinta-feira que Jorge Messi, pai do jogador e seu histórico representante, está sob cuidados médicos, após especulações sobre uma piora em seu quadro de saúde.
O próprio atacante chorou ao marcar seu primeiro gol contra a Argélia, atribuindo a reação a um motivo alheio ao futebol.
Mesmo assim, Messi seguiu presente nos treinamentos da seleção e manteve a convivência próxima com o grupo, que se uniu ao redor do capitão responsável pela conquista do tricampeonato mundial no Catar, em 2022.
Clima de união na concentração argentina
A comissão técnica de Lionel Scaloni mantém a rotina de sigilo com a imprensa em Kansas City, limitando-se às aparições obrigatórias.
Ainda assim, registros divulgados nas redes sociais mostraram momentos de descontração do grupo, como um churrasco entre jogadores, compartilhado pelo presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, e a participação de Messi em uma apresentação do músico cordobês Carlos "La Mona" Jiménez.
Para o auxiliar técnico Pablo Aimar, o ambiente positivo é parte essencial da temporada da seleção. Em depoimento ao site da Fifa, o ex-meia-atacante destacou que o grupo vive, paralelamente à competição, um momento especial em conjunto, e que esse aspecto da convivência é tão relevante quanto o desempenho dentro de campo.
Scaloni avalia mudanças
Com a sequência de jogos pouco afetada pelo clima — apesar de tempestades e alertas de tornado na região —, Scaloni testa ajustes na escalação para o duelo com a Áustria.
Julián Álvarez, que começou a primeira partida no banco por desconforto no tornozelo, é o favorito para retomar a posição de centroavante, hoje ocupada por Lautaro Martínez. Na lateral direita, Nahuel Molina deve substituir Gonzalo Montiel, que lida com um problema muscular, enquanto Nicolás Tagliafico aparece como opção para a lateral esquerda.
No meio-campo, Thiago Almada disputa posição com Nicolás González e Giuliano Simeone, mas sua capacidade de organizar o jogo pode pesar a favor de sua permanência diante do estilo intenso de marcação da seleção austríaca.
Comandada por Ralf Rangnick, de 67 anos, um dos nomes que influenciaram o estilo de Jürgen Klopp, a Áustria estreou com vitória por 3 a 1 sobre a Jordânia e está empatada com a Argentina na liderança do Grupo J. A equipe austríaca chega ao confronto como uma das seleções mais sólidas das eliminatórias europeias, recorrendo ao "gegenpressing" — pressão imediata e intensa após a perda da posse de bola — como principal característica tática.
*Com informações da AFP
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