Rússia acusa Ucrânia de atacar alojamento estudantil e matar civis em Lugansk
O Kremlin acusou nesta sexta-feira, 22, a Ucrânia de cometer um “crime monstruoso” após um ataque com drones atingir uma residência estudantil em Starobilsk, na região de Lugansk, território ucraniano anexado pela Rússia em 2022.
Segundo informações preliminares divulgadas por autoridades pró-Rússia, ao menos quatro pessoas morreram. Equipes de resgate seguem trabalhando nos escombros em busca de sobreviventes.
O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, afirmou que os responsáveis pelo ataque “devem ser punidos” e responsabilizou diretamente o governo de Kiev.
"Um crime monstruoso. Os responsáveis por este crime devem ser punidos. Em última análise, o regime de Kiev deve ser punido", declarou.
De acordo com o Ministério de Emergências da Rússia, três pessoas foram resgatadas com vida até o momento, enquanto cerca de 20 seguem soterradas.
As autoridades locais afirmam que o incêndio provocado pelo ataque ainda não foi totalmente controlado e que há risco de colapso completo da estrutura.
O governador regional instalado pela Rússia em Lugansk, Leonid Pasechnik, afirmou que 86 adolescentes entre 14 e 18 anos estavam no prédio no momento do bombardeio. O número de feridos, segundo ele, chegou a 39.
Moscou chama ataque de terrorismo
Autoridades russas classificaram o episódio como um atentado terrorista. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou a Ucrânia de atacar deliberadamente crianças e comparou a ofensiva a crimes cometidos pela Alemanha nazista.
O Ministério da Defesa russo informou ainda que as defesas antiaéreas derrubaram 217 drones ucranianos durante a madrugada. O balanço não inclui aparelhos interceptados em territórios ocupados pela Rússia, com exceção da Crimeia.
Nas últimas semanas, Kiev intensificou ataques de longo alcance contra alvos em território russo e também passou a atingir áreas ocupadas pela Rússia no leste da Ucrânia, segundo analistas militares e blogueiros ligados ao conflito.
A região de Lugansk é um dos territórios anexados unilateralmente por Moscou em 2022, medida não reconhecida pela comunidade internacional.
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