Safadão rebate acusações sobre cachês pago por prefeituras e dispara: ‘Um crime’

Por Livia 5 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Safadão rebate acusações sobre cachês pago por prefeituras e dispara: ‘Um crime’

O cantor Wesley Safadão voltou a se posicionar sobre as críticas relacionadas aos cachês recebidos por shows contratados com recursos públicos. O artista teve decisão favorável na Justiça do Ceará contra Renan Santos, que havia publicado conteúdos chamando-o de “novo ícone da corrupção”. A determinação judicial exigiu a remoção das postagens.

Em entrevista ao g1, concedida nos bastidores de um evento em Ribeirão Preto (SP), Safadão comentou a repercussão e negou qualquer irregularidade. “Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”.

O cantor ressaltou que os contratos são firmados de forma legítima e sem imposição: “Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém para nos contratar. Eu acho que não tem coisa melhor no mundo do que você deitar com sua consciência tranquila e em paz. Eu sei o tempo de carreira, o tempo de trabalho que eu tenho, e estou muito feliz. Só tenho a agradecer, não tenho nada a reclamar”.

Safadão também comentou sobre os valores recebidos, incluindo o cachê de R$ 1,5 milhão para o São João de Caruaru 2026, defendendo a valorização do seu trabalho. “Já ouvi perguntarem como é que um show sobe, de um ano para o outro, mais de 10%? Eu sempre digo que não existe artista caro, existem os artistas que não se pagam. Não menosprezando a carreira de ninguém, mas, assim, a gente está muito tranquilo quanto a isso”.

Há irregularidades nos contratos de shows pagos com dinheiro público?

A discussão sobre o uso de recursos públicos para contratação de artistas voltou ao centro do debate após as declarações de Renan Santos, que acusou o cantor de envolvimento em práticas indevidas: “O cantor lidera um esquema bizarro que explora prefeituras pobres no Nordeste e toma para si milhões em dinheiro que não deveria estar com ele. Somente entre 2024 e 2025, Safadão fez mais de 50 contratos a um valor de 52 milhões de reais”.

A Justiça, no entanto, entendeu que as falas ultrapassaram os limites legais, levando à decisão favorável ao artista. O caso reacende o debate sobre transparência e critérios na contratação de shows por prefeituras, tema que frequentemente gera controvérsias no cenário cultural e político brasileiro.

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