Saiba se a sua conta de luz vai ficar mais cara — e aprenda a não se endividar com ela

Por Rebecca Crepaldi 23 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Saiba se a sua conta de luz vai ficar mais cara — e aprenda a não se endividar com ela

A conta de luz, item básico do orçamento da população, irá ficar mais cara em cidades de nove estados, com reajustes que variam de 5% a 15%. Os municípios afetados ficam nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará, São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

O novo preço passa a valer já a partir desta semana, segundo a aprovação da Agência Nacional de Energia ‌Elétrica (Aneel) nesta quarta-feira, 22, valendo para oito distribuídoras. Em São Paulo, 234 municípios serão impactados pelo reajuste, somando 5 milhões de consumidores. Nos nove estados, serão 22 milhões de clientes afetados.

Entre as contas básicas, a de luz é uma despesa de prioridade alta, porque é um serviço essencial. O corte por atraso acontece relativamente rápido, impactando diretamente conforto, segurança e até a capacidade de trabalhar, explica Heber Bobeck, consultor financeiro e sócio da Mhydas Planejamento Financeiro.

“Em uma hierarquia financeira saudável, ela anda junto com moradia, água e alimentação básica; não é necessariamente ‘a primeira de todas’ em qualquer situação, mas dificilmente deve ficar para depois de gastos flexíveis ou supérfluos”, comenta.

Como não se enrolar?

O ideal é encarar a conta como um gasto fixo essencial, mesmo com variações ao longo do ano. Uma boa prática é prever no orçamento um valor médio ligeiramente acima do histórico mensal. Quando a fatura vier mais baixa, vale guardar a diferença para compensar meses mais caros.

Também é importante evitar o parcelamento desse tipo de despesa, para não acumular cobranças. No dia a dia, ajustes simples — especialmente no uso do chuveiro elétrico e de aparelhos que ficam ligados continuamente — já ajudam a diminuir oscilações sem impactar o conforto.

Só faz sentido recorrer ao cartão ou a outras formas de crédito quando há controle total do pagamento — ou seja, quitando a fatura integralmente ou utilizando parcelamentos que não envolvam juros reais. Fora disso, o risco de transformar uma despesa básica em uma dívida mais cara é alto.

“Se houver risco de cair no rotativo, a estratégia é ruim: os juros do cartão estão entre os mais altos do mercado e rapidamente superam multas e encargos da própria conta de luz. Em termos financeiros, é melhor evitar o rotativo a qualquer custo, mesmo que isso exija reorganizar despesas ou negociar prazos de outra forma”, conclui.

Onde a conta de luz vai ficar mais cara?

Esse encarecimento da conta de luz diz respeito ao grupo Energisa, com três concessionárias: a EMS, responsável pelo Mato Grosso do Sul, com aumento médio de 12,11%; a EMT, no Mato Grosso, com 6,86%; e a ESE, em Sergipe, também com reajuste de 6,86%.

Entre as empresas da Neoenergia, os aumentos foram homologados para a Coelba, na Bahia, com alta média de 5,85%, e para a Cosern, no Rio Grande do Norte, com 5,40%. No Nordeste, também houve reajuste para a Enel Distribuição Ceará, com elevação média de 5,78% nas tarifas.

Já no grupo CPFL, duas distribuidoras tiveram aumentos aprovados: a CPFL Paulista, que atende o interior de São Paulo, com alta média de 12,13%, e a CPFL Santa Cruz, que opera em municípios de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, com reajuste de 15,12%.

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