São Paulo vira foco de conferência cripto internacional

Por Mariana Maria Silva 13 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
São Paulo vira foco de conferência cripto internacional

A conferência internacional The Merge, idealizada em Madrid por Paula Pascual, deu início a sua expansão pela América Latina e chegará ao Brasil, em São Paulo, entre os dias 17 e 19 de março. Já consolidado no mercado cripto, o Merge agora pretende unir os negócios cripto da América Latina a Europa, com três dias de evento, sendo um focado em networking e outros dois em palestras com executivos de todo o mundo.

Paula Pascual, CEO do The Merge, contou à EXAME que idealizou o evento após uma experiência de trabalho no banco Santander, na Espanha. Após algumas edições em Madrid, o evento teve uma edição em Buenos Aires, na Argentina, e agora chega à São Paulo como parte de um processo de expansão na América Latina.

Segundo Pascual, a ideia surgiu a partir da percepção de que a América Latina tinha pouca presença institucional nos grandes encontros globais do setor. “A América Latina é uma das regiões com maior adoção de criptoativos do mundo, mas não estava representada nas grandes conferências internacionais”, afirmou.

Antes de lançar o evento, Pascual atuou no departamento global de cripto do Banco Santander, em Madri. Durante esse período, ela acompanhou o avanço do setor dentro das instituições financeiras.

“Quando comecei a trabalhar com isso, os bancos estavam mais interessados na tecnologia do que nos criptoativos em si. Com o tempo, essa visão mudou e começamos a ver um interesse maior pelo ecossistema”, disse.

Um dos objetivos centrais do evento é reunir diferentes perfis do mercado em um mesmo espaço. A programação inclui desde representantes de bancos e reguladores até desenvolvedores e empresas do setor.

Para Pascual, muitos eventos acabam se concentrando apenas em um dos lados do mercado. “Existem conferências muito institucionais, onde todos os participantes são bancos, e outras muito focadas apenas no público cripto. Nós queríamos reunir todos esses atores no mesmo ambiente”, explicou.

Segundo ela, a experiência profissional dentro do setor financeiro ajudou a criar essa ponte. “Eu já trabalhava com bancos, corretoras cripto, empresas de infraestrutura e desenvolvedores. Isso ajudou a construir um evento com diferentes visões do ecossistema.”

Além dos painéis e palestras, o evento também inclui um dia dedicado ao networking entre executivos do setor. A iniciativa surgiu após feedback das primeiras edições da conferência.

“Percebemos que muitos participantes consideravam o jantar de abertura um dos momentos mais importantes do evento, porque era ali que aconteciam as conexões mais relevantes”, afirmou Pascual.

Com base nisso, a organização ampliou o formato para incluir painéis institucionais e encontros restritos para convidados. Segundo ela, a expectativa é reunir executivos que atuam diretamente na construção do mercado de ativos digitais na região.

“Serão cerca de 400 pessoas, entre líderes de empresas, bancos e reguladores. Muitas das decisões que vão influenciar o futuro do setor na América Latina passam por esse tipo de encontro.”

São Paulo como porta de entrada no Brasil

A expansão da conferência para a América Latina também reflete o crescimento do mercado na região. Após uma edição em Buenos Aires, a organização decidiu levar o evento para o Brasil.

De acordo com Pascual, a escolha por São Paulo foi natural. “Quando falamos do ecossistema financeiro brasileiro, quase todos os grandes bancos e gestores estão em São Paulo. Para um evento com foco institucional, fazia muito sentido estar aqui.”

Ela acrescentou que a conferência busca funcionar como um ponto de entrada para empresas internacionais interessadas no mercado latino-americano. “Muitas empresas globais veem o Merge como uma porta de entrada para a América Latina.”

Para ela, a evolução do setor cripto nos últimos anos mostra que a integração entre instituições financeiras e empresas do ecossistema tende a crescer. “A tecnologia está amadurecendo e cada vez mais atores tradicionais estão participando dessa transformação.”

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