Secretário de Defesa diz que não há limites para poder bélico dos EUA na guerra com Irã

Por Mateus Omena 6 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Secretário de Defesa diz que não há limites para poder bélico dos EUA na guerra com Irã

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o país possui munição suficiente para manter a campanha militar contra o Irã, respondendo a questionamentos sobre o ritmo de uso de armamentos no conflito.

Segundo Hegseth, não há falta de recursos para sustentar as operações em andamento.

"Nossos estoques de armas defensivas e ofensivas nos permitem sustentar esta campanha pelo tempo que for necessário", disse Hegseth à imprensa no Comando Central dos EUA em Tampa, na Flórida. "Nosso estoque de munições só aumenta à medida que nossa vantagem aumenta."

O secretário afirmou que o Irã aposta na possibilidade de os Estados Unidos não conseguirem manter a ofensiva por um período prolongado.

"O Irã espera que não possamos sustentar isso", continuou Pete Hegseth. "Nossas capacidades são esmagadoras e continuam a aumentar, assim como as de nossos parceiros israelenses. Nossos estoques de munição estão completos."

Os números exatos dos estoques militares dos Estados Unidos são classificados. Especialistas em defesa, no entanto, alertam que o país tem utilizado armamentos de alto custo e tecnologia avançada, entre eles os mísseis Tomahawk e os interceptores Patriot PAC-3.

O presidente Donald Trump mencionou o tema em uma publicação nas redes sociais na terça-feira. Segundo ele, os Estados Unidos possuem um "estoque praticamente ilimitado" de munições que classificou como de nível médio e médio-alto. Trump afirmou, porém, que o país "não está onde quer estar" em relação às munições consideradas de nível superior.

Durante a mesma coletiva, o comandante do Comando Central dos EUA (Centcom), almirante Brad Cooper, detalhou operações recentes conduzidas na região.

De acordo com Cooper, bombardeiros furtivos B-2 lançaram, nos últimos dias, dezenas de bombas de 900 kg contra lançadores de mísseis balísticos instalados em instalações subterrâneas de grande profundidade.

O comandante também afirmou que forças americanas destruíram mais de 30 embarcações, incluindo um navio utilizado para operação de drones.

Guerra no Oriente Médio

Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado, 28, uma ofensiva aérea contra o Irã em meio a impasses relacionados ao programa nuclear do país. A ação ocorre em um cenário de tensão regional envolvendo instalações estratégicas e bases militares.

Após os ataques, Teerã anunciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Os governos desses países passaram a relatar impactos diretos das ações militares em seus territórios.

No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques conduzidos por forças americanas e israelenses.

Depois do anúncio da morte de Khamenei, o governo iraniano declarou que poderá lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera retaliar Israel e Estados Unidos um "direito e dever legítimo".

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu Teerã contra novas ações militares. "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista", declarou. Os confrontos entre as partes continuaram ao longo deste domingo, 1º de março.

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