Secretário dos EUA diz que ataques contra o Irã serão ampliados: 'próxima fase será mais punitiva'

Por Mateus Omena 3 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Secretário dos EUA diz que ataques contra o Irã serão ampliados: 'próxima fase será mais punitiva'

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que as Forças Armadas americanas devem ampliar a ofensiva contra o Irã após dois dias de bombardeios em diferentes regiões do país.

“Não vou revelar os detalhes de nossas táticas, mas os golpes mais duros ainda virão das forças armadas dos EUA”, disse Rubio em coletiva de imprensa no Capitólio. “A próxima fase será ainda mais punitiva para o Irã do que está sendo agora.”

Rubio participou de reuniões no Capitólio para apresentar informações a parlamentares sobre a ofensiva conduzida pelo presidente Donald Trump em coordenação com Israel. O secretário declarou que o objetivo central da ação é desarticular o programa de mísseis balísticos iraniano, a frota naval e os drones de ataque do país. De acordo com ele, Teerã utiliza essas capacidades como proteção para sustentar suas ambições nucleares.

Rubio também reiterou a posição de Trump de que o Irã representa uma “ameaça iminente” aos Estados Unidos e afirmou que o presidente não necessita de autorização do Congresso para iniciar a campanha militar. Parlamentares do Partido Democrata contestaram essa interpretação.

Relações com o Congresso

O senador Mark Warner, da Virgínia, afirmou à Bloomberg, no domingo, que “pelo que sei como membro do Grupo dos Oito na Comissão de Inteligência, não havia nenhuma ameaça iminente aos Estados Unidos”. Ele acrescentou que Trump “precisa justificar quando inicia uma guerra por escolha própria, porque era algo muito crítico”.

Rubio declarou que o governo manteve diálogo com o Congresso e relatou ter telefonado a lideranças parlamentares na noite anterior ao início da operação. “Cumprimos a lei integralmente”, disse ele a repórteres.

O governo iraniano sustenta há anos que não pretende desenvolver armas nucleares. Embora seus mísseis balísticos alcancem forças americanas no Oriente Médio e aliados dos Estados Unidos, o país não possui capacidade para atingir diretamente o território americano, segundo a Bloomberg.

Mudança de governo no Irã

O secretário negou que a meta da ofensiva seja promover mudança de regime, mesmo após ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel resultarem na morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, e de outras lideranças. Ele afirmou que não há negociações diplomáticas em curso com Teerã neste momento.

“Embora desejássemos ver um novo regime, a verdade é que, independentemente de quem governar o país daqui a um ano, essa pessoa não terá esses mísseis balísticos nem esses drones para nos ameaçar”, disse Rubio.

Questionado sobre eventual envio de tropas terrestres, Rubio não descartou a hipótese. Ele declarou, contudo, que os Estados Unidos não estão preparados para uma invasão por terra neste momento e reduziu a possibilidade de que isso ocorra no curto prazo.

Guerra no Oriente Médio

Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado, 28, uma ofensiva aérea contra o Irã em meio a impasses relacionados ao programa nuclear do país. A ação ocorre em um cenário de tensão regional envolvendo instalações estratégicas e bases militares.

Após os ataques, Teerã anunciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Os governos desses países passaram a relatar impactos diretos das ações militares em seus territórios.

No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques conduzidos por forças americanas e israelenses.

Depois do anúncio da morte de Khamenei, o governo iraniano declarou que poderá lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera retaliar Israel e Estados Unidos um "direito e dever legítimo".

Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu Teerã contra novas ações militares. "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista", declarou. Os confrontos entre as partes continuaram ao longo deste domingo, 1º de março.

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