Sem Kim e Paulo Serra, eleição em SP pode ter 2º turno antecipado entre Tarcísio e Haddad
O final de semana mudou o desenho da disputa pelo governo do Estado de São Paulo e pode ter um segundo turno antecipado na eleição de outubro. .
Uma disputa que já se mostrava com poucos nomes, hoje tem duas pré-candidaturas anunciadas: a do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição, e a do ex-ministro Fernando Haddad (PT).
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) anunciou no último sábado, 20, que disputará a reeleição na Câmara dos Deputados e desenhará o plano de reformas de Renan Santos (Missão), pré-candidato à Presidência da República.
O partido estuda ainda lançar um outro nome para disputar a eleição em São Paulo ou não apoiar nenhum candidato.
No domingo, 21, foi a vez do ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), afirmar que não disputará a eleição pelo Palácio do Bandeirantes. Serra tentará uma vaga na Câmara dos Deputados e não revelou se o seu partido terá um nome.
Na última Paraná Pesquisas, divulgada na sexta-feira, 19, Serra aparecia com 4,6% das intenções de voto. Kim registrava, por sua vez, 3%.
Desistências fortalecem Tarcísio
A desistência da dupla, que se reuniu há algumas semanas para disputar uma aliança, fortalece o projeto de reeleição de Tarcísio. Sem Kim e Serra, que puxam intenções de votos de centro-direita, a leitura de aliados do governador é que uma vitória no primeiro turno fica mais factível.
Há um entendimento de interlocutores do governador de que os possíveis votos de Serra e Kim não migrariam para o ex-ministro da Fazenda, mas sim para Tarcísio.
Os cenários testados com Kim e Serra mostram Tarcísio com 46%. Na simulação apenas contra Haddad, o governador chega a 51% das intenções de voto.
Com a mudança de cenário, há novamente a movimentação do ex-ministro e ex-governador do Estado Márcio França de disputar a corrida para "garantir" um segundo turno no maior colégio eleitoral do Brasil.
França, que é cotado para ser vice na chapa de Haddad, hoje é pré-candidato ao Senado, mas sempre defendeu a ideia de uma candidatura própria ao governo de São Paulo, mesmo com o nome de Haddad colocado.
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