Sócio do BTG diz que mercado cripto já tem tecnologia para enfrentar ‘ameaça quântica’
Na última quarta-feira, 20, durante uma live realizada pela Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual, André Portilho revelou as perspectivas da área sobre a “ameaça quântica”.
Enquanto a computação quântica avança, se especula que a segurança das carteiras de criptoativos está ameaçada. Isso porque os novos computadores superpotentes poderão quebrar as chaves privadas de carteiras de criptoativos em muito menos tempo do que a capacidade computacional atual.
No entanto, André Portilho revela que a ameaça quântica vai muito além das criptos, podendo afetar a segurança de toda a internet caso nada seja feito quanto a isso.
Nesse sentido, ele acredita no desenvolvimento da tecnologia “quantum-proof”, que já está em pesquisa. Essa tecnologia tornaria as carteiras de criptomoedas, por exemplo, resistentes a um computador quântico.
“Já tem uma coordenação começando a acontecer das empresas que estão montando essa infraestrutura. Nossa visão é que isso é um problema que vai ser resolvido e a tecnologia para resolver isso já existe, essa é a primeira coisa”, disse André Portilho, sócio e head de Digital Assets no BTG Pactual.
“A segunda coisa é que temos de 3 a 10 anos para ter algo de computação quântica, em escala de produção. Então sim, em tese, a gente vai ter tempo para se adaptar”, acrescentou.
“Agora é importante dizer que as pessoas fixam muito em como a computação quântica vai afetar o bitcoin. Se a gente acorda amanhã e isso acontece muito mais rápido do que está previsto, o menor dos nossos problemas vai ser o bitcoin, porque tudo na nossa vida vai ser afetado. Da sua conta bancária até os seus dados, qualquer coisa digital, está ameaçada”, concluiu.
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