Sony vai pagar pelo menos US$ 4 bilhões pelo catálogo de Justin Bieber e Neil Young
A Sony Music avança nas negociações para adquirir o catálogo musical controlado pela Blackstone, em uma operação que pode atingir até US$ 4 bilhões. As informações foram divulgadas à Bloomberg por fontes com conhecimento do assunto
A empresa conduz tratativas exclusivas para comprar a Recognition Music Group, companhia que reúne ou administra direitos de mais de 45 mil músicas. O plano envolve uma joint venture, parceria empresarial, com o fundo soberano de Singapura, GIC, responsável por parte do financiamento da operação.
De acordo com as fontes, o valor da transação deve variar entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4 bilhões. A Blackstone e a Sony Music não comentaram oficialmente o assunto. A negociação pode ser concluída já na próxima semana, embora ainda exista risco de cancelamento de última hora.
Outros interessados tentaram adquirir a Recognition Music Group, incluindo ao menos uma proposta considerada superior à da Sony. A Blackstone, no entanto, não compartilhou informações detalhadas com parte dos concorrentes e manteve as tratativas concentradas na divisão editorial da Sony, que já administra o catálogo.
Movimentação bilionária reorganiza mercado de Catálogos musicais
O possível acordo representa o terceiro movimento de grande porte no setor em poucos meses, após a fusão entre Concord e BMG e a venda da Kobalt para a Primary Wave Music.
Nos últimos anos, investidores ampliaram a alocação de capital em direitos musicais, mesmo com sinais de desaceleração no crescimento global da indústria fonográfica. A estratégia envolve a aquisição de ativos que geram receitas recorrentes por meio de plataformas de streaming, distribuição digital de música.
A Blackstone estruturou seu portfólio a partir de ativos ligados à Hipgnosis Songs Management, gestora britânica especializada em direitos autorais musicais. Sob liderança de Merck Mercuriadis, a empresa adquiriu milhares de faixas, incluindo o catálogo de Justin Bieber, negociado por mais de US$ 200 milhões, e obras de Justin Timberlake, avaliadas em mais de US$ 100 milhões, segundo relatos do mercado.
As principais gravadoras globais — Universal Music Group, Sony Music e Warner Music Group — passaram a responder à entrada de fundos financeiros, como Blackstone, Apollo Global Management e KKR, por meio da criação de joint ventures com investidores institucionais. Esse modelo permite ampliar a capacidade de aquisição de catálogos sem pressionar diretamente os balanços das empresas. A parceria entre Sony e GIC foi formalizada no início deste ano. A negociação envolvendo a Recognition Music Group já havia sido antecipada pela Billboard.
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